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Freud, me abana (ou: soluções para mulheres que ganham mais que eles)

Um clássico de nossos tempos: casal entra em crise porque o sujeito não se conforma por ser menos “poderoso” do que a moça. Cabem as aspas – sim, mil e uma aspas - já que o “poderoso”, neste caso, se relaciona diretamente com o  dinheiro que você tem em conta corrente. Uma questão menor, convenhamos, diante das tantas emoções que o Rei sempre canta por aí.  Mas sem serem os provedores, eles surtam. 


E  você, mulher, que lava, passa, faz faxina em casa de família, cria planilhas em excell, faz cento de salgado para fora, escreve e dirige empresas, sabe que isso já passou. Passou faz muito tempo. Mas eles ainda vivem – emocionalmente – em flashback. (Não são todos, etc, falo do comportamento comum).


A discussão é longa, precisaríamos de toda a banda larga do mundo e – ainda assim – não encontraríamos uma saída fácil. Mas, semana passada, ao comprar uma revista para ler num vôo Rio-Brasília (sim, a trabalho), parei numa entrevista do psicanalista Alberto Goldin sobre o tema. E com aquelas velhas constatações de que “a mulher deve ser feminina no escritório”. Até aí, só uma dúzia de clichês.


E mais adiante.


“Mas não há saída possível quando ele ganha mais? Quais são as opções?”


E ele “A separação é uma opção. Outra é arranjar um amante ou ganhar alguma deficiência para compensar sua superioridade – engordar, por exemplo.”

Diante desta pérola, a conclusão: o apocalipse, realmente, já chegou.
A aeromoça ofereceu o lanche e eu, delicadamente, recusei. Estou dieta. Sorry, psi, não estou a fim de engordar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: Escrito por Jô Hallack às 11h17