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Eu tenho 51 anos

 

Uma das lendas urbanas atuais é de que uma mulher emagreceu 20 quilos jogando Wii Fit. E você resolve acreditar na lenda e fazer um Mii (tipo um avatar) noWii Fit para fazer um programa físico. Afinal, suas idas mensais na academia não estão exatamente tendo algum efeito. Mesmo achando um pouco constrangedor ficar fazendo exercícios em cima de uma balança.

 

A coisa começa a se tornar mais contrangedora quando ele começa a pedir todos os seus dados: altura, peso, testes de equilíbrio...e o seu lindo avatar (que você botou olhos azuis!) começa a ganhar um contorno super inchado! E o Wii começa a dar vários conselhos de como você deve perder peso e se tornar uma pessoa saudável, com opção de exercícios como yoga, aeróbicos....

 

Mas a humilhação-mor ainda estava por vir. Depois de ouvir que você estava acima do peso e blá blá blá, o Wii calcula a sua idade. Quer dizer, a idade que o seu deplorável corpo parece ter. E é....51 ANOS! Sim, além de estar fora de forma, gorda e tudo mais, você aparenta 15 anos mais!

 

E o que te resta? Seguir o programa, que inclui ficar subindo na prancha junto com seus outros amigos Miis.

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 21h11
Dona Cardoso contra a humanidade

 

Consertei o meu telefone de casa. Foi um processo que demorou muito, basicamente porque eu estava com preguiça danada, preguiça de me comunicar com a humanidade e – mais especificamente – com a porção que trabalha em companhias telefônicas. Mas venci a preguiça, pelo menos a que se refere ao pessoal da companhia telefônica. E consegui marcar uma visita para conserto da linha.

Foi aí que percebi meu erro. Primeiro, porque passo o dia trabalhando fora de casa. Segundo, tenho um telefone celular. Terceiro, porque meus amigos – depois de uns 4 meses de fixo desligado – se recusam a acreditar que o aparelho esteja funcionando e não ligam para esse número.

Em compensação, fui redescoberta pelo  povo animado do telemarketing. Animado porque o expediente no serviço desta gente começa cedo, é só o galo cantar para eles começarem a telefonar, querendo falar com o dono da linha, com a Giovana Cardoso que, aliás, não é o meu segundo sobrenome. O certo é Dacorso, mas eles simplesmente não aceitam esse fato.

Pois basta o sol raiar para tocar o telefone. Tentam me vender seguro, seguro contra incêndio, de assalto, de plano de saúde, de latrocínio seguido de furto, de enchente, de queda de barreiras. Acho que me vendessem um seguro contra idiotas talvez eu comprasse. Mas este não existe, até porque daria um prejuízo danado para a seguradora. Poderiam também tentar me vender um seguro contra a minha cabeça, também estava topando. Mas apenas a indústria farmacêutica, os analistas e pais de santo e exorcistas descobriram este nicho de mercado.

Pois lá pelas nove e meia, depois do turno do seguro, começam a tentar vender cartão de crédito, geralmente o mesmo cartão, só muda quem está ligando. Você não quer, mas daí eles ligam de novo, e de novo, e de novo, mas dona Cardoso, você foi sorteada, mas já falei que não é Cardoso,  é Dacorso, mas você não quer anuidade zero, aí digo que não, e que ontem já ligaram para minha casa do mesmo cartão, porra, já ligaram, sou advogada, do escritório Cardoso Advogados & Advocacia , tô numa reunião com clientes, vou te processar se me ligarem amanhã de novo, porque já falei que não uso cartão de crédito, NÃO QUERO!!!!!!

E pronto: quando você percebe, está de calcinha na sala gritando antes das dez com um infeliz que ganha um salário de merda (vamos entrar no assunto culpa?). Até que um dia, desiste de atender. Melhor deixar eternamente na secretária até lotar.  E continuar falando no celular, pendurada na janela (vamos entrar no assunto meu celular não pega direito na minha casa?) .

Idéia de gênio. Afinal, idiota era o Grahan Bell que inventou o celular. E e-mail existe para isso!
Toc, toc, toc, - Quem bate? - É o frio! Não adianta bater, eu não deixo você entrar!

 

:: Escrito por Jô Hallack às 10h07
As festas clandestinas

Fecharam uma festa clandestina aqui em São Paulo. Todo mundo sempre disse que era muito legal. A festa rolava em um prédio no centro, meio ocupado. E lá as pessoas fumavam cigarro (essa coisa tão simples que virou contravenção pesada), o ingresso era barato e a freqüência misturada. Não tinha carão. O endereço era passado na ultima hora por e-mail. Eu sempre recebia o endereço. Mas por comodismo, preguiça e velhice, acabei não indo. Agora, fecharam a tal festa.

Claro, era uma festa clandestina. Não tinha alvará. E as pessoas não seguiam todas as determinações da prefeitura e do governo do estado. Aquelas todas: não pode fazer barulho, não pode fumar, não pode, não pode, não pode, NÃO PODE! Não pode nada. Em SP, atualmente, não pode nada. Mas eu acho que, não por acaso, a cidade poucas vezes esteve tão legal. Qualquer passeio no Baixo Augusta mostra isso. Abre um bar atrás do outro, as pessoas se vestem como querem sem levar pedrada, e se não pode fumar nos lugares, elas fumam na rua. O que é perigoso, porque aí podem reclamar que elas estão fazendo barulho e chamar o Psiu. Assim anda São Paulo.

A festa mais legal que eu fui ano passado também era clandestina. Foi em um prédio ocupado em Berlim. Também podia fumar na pista. O ingresso custava um euro e eles te davam água de graça. Não tinha segurança, porque não precisava. Todo mundo estava feliz, impossível acontecer algo de ruim ali! Perigoso é festa cara cheia de playboy, não?

Eu estava toda feliz por saber que em SP estava rolando uma festa parecida. Mas agora fecharam a festa.

O que seria da cultura pop sem a clandestinidade? Os shows punks tinham alvará? As raves tinham autorização? Ok. Esse texto pode não ter muito a ver com o que eu costumo escrever nesse blog. Mas espero que vocês entendam.

Meus amigos não falam de outra coisa. E, quando falam disso, falam de liberdade.  E só as pessoas conversarem sobre essas coisas, bem, eu acho que isso é muito bom. A gente vive uma era  moralista. Mas, ao mesmo tempo, essa é uma época muito boa. Eu acho.  (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 11h39