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Eu queria ser amiga do Renato Russo

Quando eu era adolescente, sempre que ficava triste (o que acontecia todo dia), ouvia Legião Urbana. Me trancava no quarto e chorava horrores. Hoje, quando fico triste, ouço um monte de coisas e  não preciso mais me trancar no quarto, já que moro sozinha, com uma casa grande toda para mim. Mas ainda escuto Legião Urbana às vezes. E, mais de 20 anos depois, Renato Russo ainda me faz bem.

Cafona falar que gosta dele, não? Pois eu sou cafona. Sou cafona pra caralho! Ou como dizem os modernos burgueses de São Paulo, eu sou baiana. Acho que o Renato não gostaria de saber que baiano é xingamento usado por gente jovem e teoricamente moderna. Acho que o Renato não gostaria de um monte de coisas que a gente tem visto por aí. Ele odiaria o Dourado do BBB. Alguma dúvida?

Vou ser mais cafona e baiana ainda. Eu queria que o Renato Russo tivesse vivo e fosse meu amigo. Pronto. Falei.  Eu queria que ele tivesse ido comigo ontem ao show do Wander, que tem 51, quase a mesma idade que o R teria. O WW, que não tem medo de ser cafona, muito pelo contrário, adora as músicas do Renato

Eu também levaria o Renato para dar uma volta no Baixo Augusta e mostraria para ele os Emos. Vocês não acham que ele simpatizaria com eles? Algo me diz que sim. Mas chega de devaneio.

O que interessa é que eu gostava de coisas boas quando era adolescente. E ainda gosto delas. E vou aproveitar que estou triste para chorar ouvindo o Renato Russo dizendo uma coisa muito moderna. “Amar ao próximo é tão demodë.” (Nina Lemos),

:: Escrito por 02 Neurônio às 14h37
Mais uma brasileira honesta que recaiu no BBB

Aqui está mais uma brasileira honesta que tinha jurado por deus que não assistiria mais ao BBB. Aqui está uma brasileira honesta que não conseguiu cumprir a sua promessa.

Eu sei que a vida fica melhor sem BBB. Mas existem mil desculpas para recorrer em um erro. “Ah, eu tenho que escrever sobre isso para o jornal.” “Ah, agora tem os gays lá dentro e eu preciso saber no que vai dar, sabe como é, eu escrevo sobre comportamento.”

As desculpas nem eram tão furadas assim. Era tudo verdade. Mas o que acontece depois da primeira picada? Lá está você, viciada em uma droga que te faz mal. Saco. Faz mal porque mais vale escrever, ler um livro, ligar para um amigo, olhar para o teto ou ter um ataque de choro. Faz mal porque é triste saber o que as pessoas fazem pela fama nessa era de celebridades dos infernos. Faz mal.

Principalmente porque não vai dar em nada, ou vai dar em coisas deprimentes que a gente já sabe quais são. Aquelas moças do BBB vão virar destaque no Carnaval. E pronto. Acabou. Já era. E quem ganhar a grana, pronto, ganhou uma bolada. Vai gastar do jeito que quiser, problema dele. Que se dane.

E o que eu, pessoa honesta, tenho a ver com tudo isso? Sou mais uma brasileira meio direita, porém fraca, que recorreu a um vício. E que não vê a hora dessa semana passar para se livrar.

Trabalhar e depois ver BBB, alguém me tira daqui, por favor, porque essa vida não é a minha! (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 00h15