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Meu deus, fiquei para titia!

Aconteceu muito de repente. Todos os meus primos de um lado da família tiveram filhos. TODOS. Os delinqüentes, os muito mais novos que eu, os queridos. TODOS. Percebi em uma tarde de quarta-feira que eu tinha ficado para titia. E olha que amo ser tia e sou a melhor tia do mundo. Adoro os sobrinhos primos, compro um milhão de presentes, converso com todos, me orgulho. E os pais dos sobrinhos me aceitam.

Eles sabem que eu sou a melhor tia do mundo. E também não questionam as opções que eu fiz na vida.

Não, eu não estou afins de ter um filho no momento. Mesmo. Estou satisfeita com a minha vida (na medida em que um ser humano normal pode estar satisfeito com a sua vida, claro). Mas falo com toda a sinceridade do mundo que esse ano estou mais interessada em ir para a Bósnia e escrever um livro novo. E que hoje em dia a idéia de morar na Europa um tempinho me seduz mais do que ter um bebê.

Explico tudo isso para dizer que o sentimento de derrota que me apoderou naquela quarta-feira não era inveja, não era desejo frustrado, não era nada disso. Eu simplesmente achei que eu era diferente de todo mundo e que isso era ruim. Pior, era um pesadelo. Era desesperador. Liguei para duas amigas sem filhos durante a crise. Elas me entenderam e me consolaram. Sim, elas também surtam no meio da tarde por sentirem que não fizeram uma coisa que todo mundo fez. Passou. Fui ao show do Fellini e chorei. E dessa vez foi de alegria. (Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h09
Mais infortúnios sobre as férias

Férias quando você é criança:

- tédio. Primos. TV. crianças pequenas. família.

 

Férias quando você é jovem:

- coisas incríveis: ônibus interestaduais. Cerveja de garrafa. Casa alugada com várias amigas. Amnésias alcoolicas.

 

Férias quando você é adulta:

- crianças pequenas. Cerveja. Casa com família. Tédio. Amnésias alcoolicas.

 

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 23h38
Fellini só vive para sempre

 

Fellini é uma banda fofa. Eu não sei se é isso que os garotos que formaram a banda 25 anos atrás queriam. Mas aceitem isso. O Fellini é uma banda fofa. Talvez porque eles lançassem discos com nomes como “O Adeus de Fellini” (o primeiro) e Fellini Só Vive duas Vezes (o segundo). Talvez porque esse disco tenha um gato na capa. E também por causa das letras. Fofas. Desculpe Cadão, mas isso é um elogio.

“Teu Inglês” fala da saudade dos amigos que vão morar fora do país e tem o verso: “passeio no aeroporto sem ninguém”. Só gente fofa passeia em aeroporto, me desculpem. Ou gente baixa, porque o mundo se divide entre altos e baixos, como eu e a Jô inventamos no fim dos anos 80,  a mesma época em que nos apaixonamos por essa banda de São Paulo. E fizemos viagens interestaduais só para ver shows da banda.

Na verdade, o mundo não se divide apenas entre altos e baixos. Mas também entre quem gosta de Fellini e quem não gosta. A quantidade de amigos que eu já fiz por causa dessa banda, ah, vocês não imaginam. E fã do Fellini sempre é alguém legal. Eu garanto. A vida já me provou.

E hoje tem show do Fellini. Uma coisa muito, muito rara. A última vez que eles apareceram juntos foi no TIM Festival de uns bons anos atrás. Eu estava lá. E o Tatá Aeroplano também. E depois que ele me contou que tinha ido ao Rio só para ver o Fellini, a gente ficou amigo.

Bem, hoje tem show de 25 anos da banda. Vai ser no Studio SP. E todos os fãs do Fellini estarão lá cantando “please come back, please come back, please come back.” Eu vou. (Nina Lemos).

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 23h34