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O Michael e os tempos modernos

Ele não queria envelhecer. Aí fez um monte de plástica, mudou de rosto, virou outra pessoa. Ele também não queria morrer. Por isso andava na rua de máscara e dormia dentro de uma câmera hiperbárica que o preservasse para sempre. Michael também não queria sentir dor, para isso se injetava com morfina.

Nada contra ele (muito pelo contrário). Mas que isso parece um conto de terror dos tempos modernos, ah, parece. Que símbolo mais maluco de uma época em que não podemos envelhecer, morremos de medo de vírus e, consequentemente, de viver. Papo cabeça, eu sei. Mas não consegui não pensar em como essa morte do Michael é uma metáfora maluca dessa era da "preservação" que a gente vive.

E nem falávamos do Michael, mas um amigo me lembrou agora de uma frase do Pereio que tem tudo a ver com isso: "VIVER É GASTAR". Acho que o Michael não sabia disso. De novo, com todo o respeito.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h47
Nunca haverá um cabelo como o de Farrah

Farrah Fawcett morreu.

E, com ela, todas as nossa brincadeiras de infância das Panteras. Era sempre assim:  a mais velha é que ficava com o papel de Jill, a poderosa máxima, a melhor de todas.

Farrah Fawcett morreu. Mas a escova para fora viverá para sempre!
RIP!

:: Escrito por Jô Hallack às 14h37
Fashion Freak - o retorno

Insônia fashion. deus me livre guarde. chegar me arrastando em confusões mentais no quarto que não é meu. nem sei mais o que é realidade. uma semana sem ver tv. está passando o fantástico. o fantástico é um um antídoto contra a loucura humana, o fantástico dos domingos da noite - pode ser na reprise, de madrugada - esses programas bem populares que unem a humanidade em torno de notícias estúpidas. fecho os olhos. plissadinhos. abro os olhos, recortes em tecidos tecnólogicos. abro os olhos: nada, nada, nada, plissadinhos. vazio de quarto de hotel. deus me livre e guarde. deus não livra, mas guarda.

:: Escrito por Jô Hallack às 03h08
Ufa! Era TPM

Achei que estava louca. Briguei com a assistente do acupunturista e chorei. Tive uma crise de rinite e chorei. Tive pesadelos. Achei que estava louca. Eu não tinha nada, minha vida estava uma merda e pensei que talvez fosse o caso de me declarar para o ex namorado que apareceu tão fofo e me chamou para um café. Achei que estava louca,. Chorei na hora do almoço. Vi um documentário sobre um porta aviões na televisão com tanto interesse que reamente achei que estava louca.

Até que finalmente, depois de dois dias depois de vagar por aí aos prantos, acordei com cólica. Nunca fiquei tão feliz por ter cólica. Afina, eu não estava louca. Ainda.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 18h04