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O pretê terapia ocupacional

A vida, certas vezes, fica muito chata. Pode ser que você fique doente. Que precise fazer vistoria do carro. Ou qualquer uma dessas coisas da vida prática que eu não preciso descrever aqui porque vocês conhecem de cor. Vale só dizer que essa que escreve vive uma espécie de momento Floradas na Serra. De repouso. Em casa. O que você faz? Terapia Ocupacional, é claro. Ou T.O, que é como os profissionais de saúde se referem ao ato de colar flores, pintar e fazer qualquer outra coisa que ocupe a mente que, como se sabe, quando está vazia, é o território do capeta.

É aí que ele surge: o pretê Terapia Ocupacional. Você pensa em algum dos últimos caras que deram em cima de você (e sim, isso existe, claro) e começa usá-lo como se ele fosse um vaso de cerâmica que precisa ser pintado. Pensamos um pouquinho nele antes de dormir, mandamos um e-mail... Se estamos afins dele? Provavelmente não. Ou vocês acham que os velhinhos que passam tempos nos asilos pintando vasos estão realmente loucos de tesão por pintar aqueles trecos que serão entregues aos netos? Acho que não. E é por isso que eu acho que os velhos não devem ser largados em casas de repouso. Mas isso é outra história. Ou não. Porque no dia de hoje eu sou uma pessoa de repouso, que precisa de T.O e por isso se solidariza com todos os velhinhos de asilos do mundo.

A diferença é que no meu caso vai passar. Logo estarei desfilando faceira pela rua e pela minha vida normal (que depois de um momento Floradas na Serra você descobre que é ótima. Enquanto isso, pinto vasos. Ou melhor, penso no Pretê T.O. Logo não precisarei de Terapia Ocupacional. Espero que amanhã mesmo o doutor metafórico que me aplica essa terapia me dê alta. E eu estarei livre. Livre para ir atrás do meu desejo. Que vai muito além de pintar vasos de cerâmica. Garanto.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h33
 
 

Abstinência do salão de beleza

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Tem épocas da vida que você não faz nada além de trabalhar. Nada mesmo, a não ser comer porcarias engordativas, dormir pouco e ficar com torcicolo. O puro infortúnio. Maior infortúnio é que nesses períodos você deixa de frequentar o salão de beleza.

 

Ou seja: adeus unha feita, depilação e cabelo com apenas uma cor.

 

E o mau humor aumenta. Você briga com o seu pretê, se sente o pior lixo do mundo. Quando você percebe, nada mais é do que abstinência do salão de beleza! Você está sentindo falta das profissionais do ramo e seu interminável xaveco para você fazer uma depilação íntima, que está muito na moda. Como se existe uma moda nesse setor!

 

Daí você marca um horário quase de madrugada. Chega feliz, a primeira do salão. A manicure/depiladora fala que vai fazer uma faxina, só pra aumentar um pouquinho mais sua auto-estima. E começa a desfiar todos os argumentos pra você investir naquela "tal" depilação. Você inventa que tem alergia. Ela sossega. Pra logo depois tentar de convencer a usar um esmalte vermelho berrante, pra levantar o astral.

 

Você sai do salão com as unhas pintadas na cor volúpia. E com um pouco a menos de pêlos no corpo. Mas se sente incrivelmente melhor. Estranho......

 

 

 

:: Escrito por raq affonso às 12h15