Burn, baby, burn
Não sei como é para vocês, mas eu estou achando este aquecimento global uma mão na roda. Deus é um gênio. Estou suando em bicas. Vou ali tirar meu penhoir, me jogar num harakiri e já volto.
ps: penhoir se escreve peignoir em francês e penhoar em português.
ps2: japonês é um povo trágico, né? Adoro.
Dois caras fodões
“As pessoas dizem que ele se reergueu. Mas a vida é dura. Todo mundo tem que se reerguer todos os dias de manhã”. Amém, Sean Penn. Amém. Sim. A vida é dura. E como a gente sabe disso, pode até se divertir e brincar de ser feliz vez ou outra. A vida é dura. Duríssima. E não é para fracos, não é, Sean Penn? Então, nada de fazer a vítima. Chega.
Nesse domingo, penso em dois homens muito fodas: Sean Penn e Morrissey. O primeiro nos ajudou, em pleno Oscar, a lembrar que a vida é dura. E o segundo...“Eu sou o cantor dos párias”, disse o Morrissey em entrevista publicada hoje na Folha. E ele, que também sabe que a vida é dura, aceita ser um pária.
O que é ser isso hoje em dia? No caso dele, ser independente, não fazer concessões para a indústria. E ter quase 50 anos e dizer que não, não se sente adaptado à sociedade porque não quer se integrar aos clichês de uma vida feliz e perfeita.
Ninguém aqui está fazendo ode à infelicidade, muito pelo contrário! Esse é um “acorda, fia”, como diz a minha amiga Vivian. Acorda porque a vida é dura e bonita. Acorda porque reclamar em mesa de bar não vai ter levar a nada. Acorda porque chorar por não ter uma família margarina também não vai resolver. Inclusive porque família perfeita não existe.
O que existe? Homens fodas e pessoas que não se parecem com todo mundo. Como o Sean Penn. E o Morrissey. Gracias
(Nina Lemos).