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I try to laugh about it, hiding the tears in my eyes

A vídeolocadora que funciona aqui perto de casa fechou. Quebrou. Ninguém alugava muito mais vídeos.  Quando cheguei, tudo já estava empacotado.  A dona  e o funcionário que trabalhavam lá eram bacanas, gostavam de filmes romenos e, durante os quatro anos em que fomos vizinhos, sempre tinham um bom papo para oferecer ou então um novo longa russo.
Tinha gente que criticava por confiar nas indicações cegamente. Mas confiança é assim mesmo.

Passei lá para dar um boa sorte e obrigada e quando vi, estava descendo a minha rua segurando o choro. Tentei logo jogar a culpa nos hormônios. Deve ser a TPM. Talvez estivesse chorando por outro motivo. Um problemoa no serviço, quem sabe. Um mal de amor. Mas não, não era isso:  chorava porque a locadora tinha fechado, porque eles tinham quebrado e porque fariam falta.

Tem vezes que acontece. Você está ali vendo um vídeo do youtube em que uma desconhecida gravou o seu encontro com a  avó Sebastiana.  E, de repente, lá está você chorando em frente ao computador. Pois é,  tem vezes que acontece.

E daí eu me lembro de uma série  cômica que eu adorava   - “3rd Rock From The Sun”. São alienígenas que estão na Terra dentro de corpos humanos.  Eles estão preparando uma invasão e acabam tendo que conviver com a humanidade. O guerreiro  mais forte de todos – que, por isso mesmo, foi  o único apto de ocupar o corpo de uma mulher – começa a chorar.  O motivo, claro: um desencanto do coração. E ao ver as lágrimas caírem de seus olhos – sem saber do que se tratavam – se apavora e entra em pânico.
-    Socorro! Estou vazando!!!
 
Pois é, vazamos. Vazamos numa sexta-feira chuvosa porque os amigos da locadora se foram.

:: Escrito por Jô Hallack às 22h04
Enfim, madrinha!!!!

São muitos anos de tentativa. A cada nascimento da família você praticamente se oferece. Em alguns casos, perde qualquer dignidade e fala na cara dura: "eu posso ser a madrinha?". Os pais te olham com um constrangimento que mostra que não, querida, você não foi escolhida. Será que isso significa que você não é, digamos, uma pessoa considerada confiável?

Mas um belo dia... Você recebe a notícia via telefonema internacional. Você foi escolhida, você vai ser MADRINHA, com direito a cerimônia neo hippie. E o que acontece? Surto. Antes da criança nascer, ela já tinha 4 bodys do Ronaldo Fraga e um vestidinho (com o cartaz do Mon´Oncle, a coisa mais linda). Você percebe que realmente virou madrinha quando a vendedora da loja pergunta se você quer ver alguma coisa para você. E você responde: "não, só estou comprando para ela mesmo."

E um dia, ela nasce, linda e retumbante no Dia Internacional da Mulher, lá em Berlin. Você não pode sair correndo para a maternidade. Mas chora quando ouve a voz dela chorando do outro lado do oceano. E a comadre ainda pergunta se você vai querer ser chamada de Dinda. Mas é LÓGICO! Welcome, Janaína!

PS. E tem a Cacá, claro, minha amada afilhada adotada por ambas as partes. Ela me adotou como madrinha no mesmo dia que eu a adotei!

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h49
As coisas mais improváveis do mundo


Tem dias que você acorda, mas na verdade devia ter ficado na cama. Geralmente um dia depois que você bebeu algumas a mais na noite anterior e tem que ir numa audiência no dia seguinte.

Não, você não cometeu nenhum crime grave, mas você vai representando sua empresa,  num processo que não tem nada a ver com você. Que envolvem um programa de humor e um grupo de religiões afro. Uma coisa um tanto quanto bizarra.

E lá está você, num calor infernal quando descobre um auditório com muitos representantes das tais religiões, vulgo umbanda, candomblé e quimbanda. Todos a carater, com roupas e acessórios que você só tinha visto no terreiro.

E a sessão começa. Antes você uma sessão de macumba, com direito a atabaque e pessoas recebendo espírito. Ali, o único espírito crucificado é o seu, no papel de "a sua empresa". Os pais de santo começam a falar mal do seu trabalho, e como a TV brasileira é preconceituosa com eles, sempre chamados de "macumbeiros".

Você começa a passar mal. Pode ter sido a ressaca, os espíritos, a pressão, mas você não aguenta. Pede pra advogada pra ir embora, correndo das religiões afro. Mas quando os pais e as mães de santo descobrem que você está mal, todos saem dispostos a ajudá-la. Um fala: "Eu trabalho com acupuntura, deixa comigo!".

E quando você percebe, tem um representante da religião afro fazendo acupuntura com uma caneta em você. Depois ele diagnostica: "Seu fígado está péssimo". E te dá um passe.

Ainda bem que a promotora não viu. Poderia atrapalhar o processo. Ou não.

:: Escrito por raq affonso às 23h00