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sexta-feira: como usar, manual de hábitos

começa lá do lado de baixo, oi amigão, veja se essa tá boa, tá docinha, não, não está muito, então vou abrir outra pra você, e essa, essa é boa, então este pedaço aqui, hoje quer abóbora, hoje não, e peixe, dois pedaços de salmão e dois de atum, que peixe é esse, esse é o congro, tudo bem, tudo, olha a macaxeira, quer provar, está molinha, desmanchando, a mulher pegou de volta a minha panela, quer alho, quer limão, quer maracujá, me vê uma dúzia da pêra  e banana, o brócolis é o americano, não, coloca o brasileiro mesmo, quer limão, quer louro, alho, fluminense no maracanã, prova este coalho que está derretendo, e a margarida que dura, e um mamão para hoje e outro para amanhã.

:: Escrito por Jô Hallack às 09h59
Pausa para um comercial!

Desculpem o reclame, mas, enfim,  estou bastante feliz. Não é todo dia que a gente publica um romance. E também não é todo dia que a gente sente orgulho de si mesma.

Por isso, gostaria de convidar todos vocês para o lançamento do meu livro "A Ditadura da Moda", hoje, em São Paulo. Yeah! Eu consegui! E vou ser mais pessoal e cafona ainda e agradecer todos os amigos (ei, jo e raq) que foram tão generosos comigo o tempo todo e continuam sendo. Tô cafona. Desculpem. Acontece. Yessssssssssssssssssssss!

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 03h26
Uma garota carioca em 2009

A menina era de classe média e com pinta de moderninha. Até que soltou. "Ah, mas a praia do Arpoador domingo só tem favelado. É favelão" Tem vezes que náo dá para ficar quieta. "Só tem favelado, mas que coisa feia de se dizer." Mas ela continuou: "eu gosto da praia de Ipanema porque lá a frequencia é mais EXCLUSIVA".

Estamos falando do Rio de Janeiro. Estamos falando de uma menina jovem. Praia exclusiva? Como? Bolha anti-gente? E no Rio de Janeiro? Talvez eu seja maluca. Mas quando eu escuto uma coisa dessas eu deixo a pessoa parada sozinha e saio andando. Feito uma louca. Mas espera, ela que falou em praia exclusiva e eu que me senti louca porque disse "náo dá"e fugi?

As pessoas em geral preferem fingir que não ouviram. Mas eu nem sempre consigo. E também náo acho que a gente deva sair ouvindo atrocidades, preconceitos descarados e surrealidade (porque frequentar uma praia na cidade onde a coisa mais legal é justamente a MISTURA e procurar por um lugar exclusivo para mim é um pensamento surrealista, sim, estou tentando ser educada e náo ofender a moça).

Um comentário desses parece bobagem, mas não é. É sério. É perigoso. E já que estou na fase Morrissey, uma ultima citação traduzida mal e porcamente. "O mundo é cheio de bobos perigosos. Mas eu não sou um deles. Não, eu não sou. Entáo, me abrace e me console". Mas não. A maluca fui eu. Não fui consolada. E fui embora sozinha pensando nisso tudo e nos amigos que se revoltam. Ainda. Eu tenho vários. E sou muito grata a eles por isso.

(Nina Lemos)

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 03h52