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Ahahahhahahhahahhah!!!!!!!
Atenção, atenção . Está sendo celebrado - neste dia 31 - o Dia do Orgasmo. Caso você não tenha tido nenhum orgasmo nas últimas vinte e quatro horas, o Dia do Orgasmo fará você ficar deprimido. Se sentindo um looser sexual. Corra, ainda dá tempo. Afinal, quem tem dedo, tem orgasmo. Este tipo de datas comemorativas, aliás, serve para isso. Para oprimir alguma parte das pessoas. Ficamos regulando nosso orgasmo, pensando se a gente está gozando o suficiente, se fingimos nos últimos seis meses ou não, se estamos impressionando bem a pessoa amada (e, me entendam bem, a pessoa amada pode ser um passante). Você vai ficar para trás? Não seja um looser. Goze já.

Uma sacanagem obrigatória, rápido! Ou você quer ficar na metade (quer dizer, nos sete oitavos) triste do mundo?
Não perca tempo. Chuveirinho, indicadores, ex-namorado, sujeito estranho assediando no ônibus.
E quando tiver o seu orgasmo, comemore.
E compre um telefone celular para ele, em doze prestações!


:: Escrito por Jô Hallack às 21h06
Brigadeiro mágico

Eu e o amigo A tínhamos uma conversa muito cabeça, séria, e angustiante no meio da festa. A gente falava de crise dos 40, velhice, casa própria, liberdade e Phillip Roth. Até que ofereceram um brigadeiro. Cada um pegou um e enfiou na boca.

O amigo A., como eu, não bebe e não se droga. Ficamos ali no canto, com a nossa conversa pesada, até que eu não suportei tanto peso e fui dar uma volta. Foi quando ouvi. “To muito louca por causa daquele brigadeiro.” “Como assim?”

Sim, as mães sempre falam que a gente não deve tomar bebida do copo dos outros. Mas isso era quando a gente era adolescente. Agora somos adultos conversando sobre crise dos 40. E elas nunca tinham nos alertado sobre brigadeiros.

“Será que bateu?”, pergunta o amigo A.  “Claro que não, é psicológico, relaxa.” “Eu to achando o chão meio molinho e to andando meio moon walking. Será que isso significa que bateu?”, ele diz.

Concluímos que tinha batido quando percebemos que não tínhamos mais a conversa depressiva. Na verdade, estávamos rindo muito e felizes.

Mas eu só vi que estava realmente maluca quando lembrei que tinha mandado um sms de madrugada para a minha mãe contando do tal brigadeiro. Em algum momento me pareceu que ela acharia aquilo tudo muito engraçado.

Ou seja. Pirei. Crise de idade? Imagina, passa outro brigadeiro aí. “Abrindo as tortas e as cucas”

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 15h02
Briga de sala e dois quartos
Briga em sala e dois quartos é assim:
Um vai para o quarto, o outro vai para sala. Chega a hora da boquinha fim de noite


- James, por favor, traga-me a ceia

Mas nada de James, o mordomo inexistente. Então ele tem que sair do seu bunker e avançar em direção à cozinha. A cozinha é território neutro, mas para chegar até lá é preciso rastejar entre as trincheiras que a separam da sala. E na sala, vocês sabem, está a moça com cara de paisagem, lendo mucho interessada um livro qualquer, de receita, de filosofia sufi, de horóscopo, um romance histórico da Primeira Guerra Mundial, o Diário Oficial, qualquer coisa.
Ele consegue atingir um posto mais avançado, consegue seus mantimentos e volta para os seus 18 territórios no final do corredor.

Então é ela que começa a ficar apertada, aquela vontade danada de fazer xixi.

- James, traga-me o pinico, a comadre, qualquer coisa para o meu asseio íntimo

James, quer dizer, Silveirinha, quer dizer, pode ser qualquer um porque o mordomo não existe mesmo, se recusa tal delicadeza. É preciso ir até o banheiro, tomando cuidado com as tropas de reconhecimento do inimigo, tropeçando nas toalhas molhadas e nos aborrecimentos.
Não é possível se esconder na casa de banhos da piscina, nem na ala dos empregados, correr para o gazebo ou para o andar salão de jogos,se refugiar na biblioteca ou nas passagens secretas. Foi o Doutor Marinho com a chave na sala de estar. Estamos cercados, não há mais nada a fazer a não ser, a rendição se aproxima.

De trás do sofá, já é possível vê-la tremular. Bandeira branca amor, não posso mais...

:: Escrito por Jô Hallack às 13h23