UOL Estilo UOL Estilo






Meu perfil
BRASIL, Mulher, Portuguese

Neste blog Na Web

 Visitas  
 
Enquanto o mundo (quase) explode
Um amigo tem uma espécie de simpatia do desejo. Ele diz que passar por uma turbulência aérea é a melhor maneira de saber se a gente tá afins de alguém ou não. "Se na hora do solavanco você pensar na pessoa, você gosta dela." Percebi da pior maneira possível que devo gostar muito é de mim mesma.
Na hora em que o avião desceu rápido demais em cima da Baía de Guanabara e percebi pela janela que tinha algo de muito estranho no ar (literalmente) só pensei em mim. E na possibilidade de que alguma merda muito grande, mas muito grande mesmo, acontecesse. A certeza de que não era paranóia aconteceu quando o avião, ao invés de pousar, subiu rapidamente. Em cinco segundos estávamos de novo por cima das nuvens. "É, arremeteu", digo para o homem da poltrona ao lado. Bem, no céu, sem uma voz que fosse do comandante, silêncio total. E um medo horrível: será que a senhora da morte vai chegar agora?
Ando até a aeromoça e pergunto o que está acontecendo. Ela não sabe. E também  não pode perguntar para o comandante, já que ele "está ocupado resolvendo a emergência;"
A voz dele surge. "Tivemos que arremeter porque havia um objeto na pista."
Que objeto seria? "Você quer mesmo saber?", pergunta o taxista. "Quero", digo, em terra, já segura e tonta. "Você quase morreu. A gente soube que havia uma possibilidade de um acidente horrível. Um avião pousou no lugar errado e o seu quase bateu em cima dele. Vi quando arremeteu. Foi por muito pouco. Qual é o seu nome? Você nasceu de novo, minha filha."
Ao saber que quase explodi não pensei em ninguém. Só na minha pessoa. Um pensamennto meio perplexo do tipo: "nossa, quase morri". Sinistro. Muito sinistro. E não devo, segundo a simpatia do meu amigo, estar afim de ninguém. Só de mim. Mesma. (Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 18h39

Deus está morto
A ciência está morta

O Fluminense não vai morrer jamais.

:: Escrito por Jô Hallack às 14h54