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Ainda existe fidelidade?

Encontro uma amiga no restaurante. Ela conta triste sobre o fim do relacionamento, de alguns anos, por causa de uma infidelidade. Ela namora meninas.

Vejo um programa de TV. Meninos de 20 anos se divertem numa casa de férias. Um deles, que tem uma namorada, conta pra ela que ficou com algumas outras, mas que no fundo, gosta dela. Ela retribui com um beijo.

Leio uma revista na sala de espera do médico. Nosso amigo e colunista Xico Sá, aconselha uma leitora: "todos os homens traem. pelo menos você não está na ignorância de achar que seu marido é fiel".

Daí a pergunta que se quer calar: será que ainda existe fidelidade? Ou isso é uma invenção do passado, que caiu em desuso nos anos 90? Não, espero que não...

:: Escrito por raq affonso às 21h56

Meus caros amigos

Diz a lenda que um amigo, depois de uma noite inteira com uma mulher linda, um símbolo sexual desse nosso Brasil, disse: “ai, mas que saudade dos meus amigos!”. Ele não estava nem um dia todo com a menina, digo, gostosa, linda, maravilhosa, e já sentia falta deles.

É assim mesmo. E tento mais uma vez decifrar a amizade entre os homens (que é uma das coisas mais lindas, assim como a amizade entre nós, hermanas). Outro dia perguntei para o amigo com quem mais troco confidências no mundo. “É mais fácil para vocês falar sobre coisas mais íntimas com amiga mulher, né?” “Mas é claro, com meus amigos eu não falo nada íntimo.” Calma lá. Estou falando de um amigo que tem amigos pra caramba. E amigos de verdade. Ele mesmo é capaz de trocar qualquer Angelina Jolie por um amigo macho. “Mas vocês falam sobre o que quando estão sozinhos?”. “Ah, a gente faz o de sempre, celebra, grita, vive.” Eu sei bem como eles gritam.

Começamos a imaginar os passeios que Antonio Maria e Vinicius davam pela madrugada. "Será que o Vinicius contava pro Maria que ia se separar de novo?" "Duvido", diz meu amigo. "O Maria percebia que ele estava triste, não perguntava nada, e saía para beber com ele."

 E para esses meus amigos queridos, incluindo os imaginários, dedico “Meu caro amigo”, de Chico Buarque. Coisa mais linda essa música.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 10h07