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_ Pronto, ela já começou a colocar pulga atrás da orelha da normalidade.

Frase proferida pelo amigo Vitor Angelo. Ela sou eu, claro. E ouvi isso depois de fazer algumas perguntas daquelas que a gente sempre faz. "O que será que isso significa? Você não acha isso meio estranho?"

Ai, essa tendência (será que feminina?) a achar tudo meio estranho...

(Nina Lemos) 

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h11
Eu vou tirar meu nome do SPC!

_ Olha, tem um protesto contra você aqui.

Quando a mulher do banco disse isso, entrei em estado de pânico. Não só eu não tiraria uma porcaria de um cartão de banco internacional como também não faria a sonhada viagem internacional. Todo o meu dinheiro seria usado para pagar uma dívida.

_ É um protesto de R$ 17, mas você tem que ir ao Serasa para descobrir da onde vem.

Ok. Depois de saber que eu estava com o nome sujo na praça, mas por causa de 17 reais, nem liguei.

Muitos dias depois tomei coragem e fui ao Serasa. Eu e outros devedores esperamos em uma fila organizadíssima, em um prédio no Viaduto do Chá. Em baixo tem uma daquelas empresas do mal que emprestam dinheiro e depois cobram juros altíssimos e destroem as pessoas. No mesmo prédio. Eu juro.

Saí do Serasa com o endereço de um cartório. Lá eu descobriria, afinal, quem tinha “botado meu nome no SPC” por causa da enorme quantia de R$17.

Fila no cartório. Recebo um papel onde está escrito. Apresentante: “Premio Com de Máquina AP e Equipamentos Eletrônicos.” Não sei o que é AP, copiei exatamente como estava no papel. Bem, será que eu comprei algum eletrodoméstico e não paguei? Mas que eletrodoméstico custa R$ 17?

Estava escrito no papel também que o endossante era uma tal de Center Beer Comercial de Bebidas.

Ok. Eu já não entendia mais nada. Apenas que eu precisava pagar naquele dia mesmo R$17 e tirar meu nome do SPC, do Cerasa, de qualquer lugar. Deram o endereço de um prédio. Era um local sinistro, sem a menor cara de sucursal das lojas Bahia. Um prédio meio abandonado. Medo. Mas tudo bem. “Eu preciso tirar o meu nome do SPC”.

Quando cheguei, a moça me dissse que a empresa onde eu estava não era uma loja de eletrodomésticos, mas um escritório de cobrança.

E eis que aparece um homem com um cheque ASSINADO POR MIM!! Um cheque assinado em 1997! Sim, dez anos atrás. Eu juro. Para uma empresa de COMÉRCIO DE BEBIDAS.

Detalhe: eu não bebo.

Mas a Jô deve estar certa. Talvez eu tenha uma personalidade B que acorda de noite e vaga por aí contraindo dívidas de R$ 17 com.... fornecedores de bebidas. Para quem será que eu paguei umas cerveja sem 1997, heim?  Será que eu passei por toda essa epopéia por causa de algum homem que eu nem sei mais se existe? (Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 17h09
Momento Doutor Dráuzio

Menino, vai tomar seu xarope!

Garoto, sai da chuva senão vai gripar!!!!

Come os legumes, meu filho, pelo amor de deus! Olha a vitamina C!

 

Deve ser culpa das mães. Coitada das mães, vira e mexe alguém as culpa pelo mal do mundo. Mas, neste caso, só pode ser culpa delas. O drama é tanto com esta história de sereno, de água gelada, cuidados médicos, tome o seu remédio e o resultado: o rapaz cresce e ao primeiro espirro começa seu sofrimento. Até os mais machos dos machos têm certeza absoluta que estão à beira da morte nos sintomas iniciais do resfriado. No mínimo, uma pneumonia aguda e só lhe restam três meses de vida.Um homem gripado é um desespero. Parece que contraiu o vírus do Ebola.  

 

- Cof, cof, cof, a gripe me pegou de novo.

Pânico e melancolia.

- Mas nêgo, você não está sofrendo com a tosse? E vai fumar mesmo assim?!

- É só um cigarro!

- E vai abrir a geladeira pelado depois da pelada, suado e ainda tomar água gelada? Não deve fazer mal?

- Isso é lenda.

 

E de noite, tosse e a vida por um fio.

- Vou morrer. O tesouro está enterrado debaixo da árvore...

- Vai morrer nada. Isso é gripe. Você não viu o Doutor Dráuzio V...

- ....Adeus!

 

O pior é o efeito colateral que a gripe masculina provoca nas mulheres. Somos possuídas pela mais terrível das entidades, a “mãezinha interior”. Uma espécie de demônio que nos faz sair pela casa aos gritos:

- Olha o xarope, meu amor!  E não bebe água gelada!

O próximo passo é mandar ele tomar o mingau até o final. Deprê.

 

Antes que isso aconteça, se agarre ao assento flutuante e pule para fora da aeronave. Ofereça colo e melagrião, tudo bem. Mas de preferência de babydoll, sem calcinha e com aquele chapeuzinho da cruz vermelha da enfermeira da anedota!  

:: Escrito por Jô Hallack às 15h01