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Valeu, taxista!

Eu e a amiga reclamamos da vida dentro do táxi. E também contamos dramas de outras amigas. Nada sério, mas sério de alguma forma, vocês me entendem. Falamos muito e sem parar. Até que o taxista olha para a gente e diz: “olha ali fora, aquela moça também parece que está com problemas.”

E lá está, no ponto de ônibus, uma mulher bonita (E MAIS PATRICINHA QUE EU, NO SENTIDO ECONÔMICO DO TERMO, DAVA PARA VER PELA ROUPA DELA). Com cara de DESESPERADA. Ao lado dela tem um mendigo e ela olha para o além.

Sábio, o mano taxista. Depois que olhei para a cara da moça lembrei que eu não estava com problema algum!

(Nina Lemos)

 

PS. ALGUMAS MUDANÇAS FORAM FEITAS PORQUE NAO ESTAVA CLARO. EU NAO OLHEI PARA O LADO E VI UMA PESSOA FERRADA DE GRANA E POR ISSO PENSEI QUE NÃO TINHA PROBLEMAS.NÃO FUNCIONO DE MANEIRA TÃO ÓBVIA, INFELIZEMNTE...

:: Escrito por 02 Neurônio às 14h39
O caminho do excesso leva ao palácio dos piripaques

Dizem que o caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria. No meu caso é diferente. O caminho do excesso me leva diretamente ao palácio dos piripaques, fobias e ataques de pânico. "Estou me sentindo em uma quarta-feira de cinzas", digo para a amiga depois de um final de semana onde inventamos de transformar o Rio em nossa Saint Tropez particular. "Se eu sair de novo, eu morro", ela responde.

Depois de dois dias de festas e inconsequências, ensaio piripaques para não ter que sair pelo terceiro dia e falar com gente, ver gente, paquerar gente, pensar em pegar gente, fazer social. O caminho do excesso é bom. Mas para pessoas como eu e minha amiga pode durar no máximo dois dias. Depois a gente pifa.

É por isso que a Britney ficou louca, que a linda Kate Moss foi parar no Rehab e não parou ainda de causar. Deve ter isso por isso que a Winnona roubou.

A vida como locomotiva social, salto alto e olhos pintados, não foi feita para mim. Quer dizer, até foi. Mas só por dois dias.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h43
O apego a novela nos capítulos finais

Tem tempo que não tem uma novela boa. Boooa mesmo, daquelas que todo mundo comenta no dia seguinte. Muito chato, não ter uma novela pra se apegar. Você deu uma chance pra "Paraíso Tropical". Afinal, é Gilberto Braga. Mas não conseguiu acompanhar, não se envolveu na trama das gêmeas negrinis.

Até que duas semanas antes da novela acabar, você se apega. De uma hora pra outra. Foi só ver um capítulo que tchun! Gilberto Braga te fisgou. Você agora quer saber o que vai acontecer com a Bebel. E com a Dinorá. Para tentar entender o resto da trama, você lê o resumo dos capítulos na revista. Mas não sabe o nome de nenhum personagem. Daí não adianta nada saber que a Marion vai ser vítima de uma tentativa de assassinato. Pois você não sabe quem é Marion.

Tem uma safra de atores novos muito ruins. Um menino que faz ringtone e ganha dinheiro com as pessoas baixando suas canções na internet! E uma outra que monta a cavalo. E o cabelo do Paulinho Vilhena é uma coisa bizarra. E o Marcelo Anthony não é muito novo pra ter um filho com a Glória Pires? Mas a personagem mais chata de todas é uma produtora de TV, namorada do cozinheiro.

Mas tudo bem. Tem a Bebel, a Dinorá e o Olavo. E você nem se importa de ter que aturar as gêmeas chatas e o Fábio Assunção, que faz o papel de marido bonzinho. Graças a Globo na semana que vem começa outra trama e dessa vez você não vai se apegar.

:: Escrito por raq affonso às 21h32
Enquanto isso, na banheira
No radinho toca PJ Harvey, ou melhor, Roberto, quer dizer, Bob Marley, na verdade é Fevers! Eu tento alcançar o controle remoto mas então desisto. Faço coreografias de nado sincronizado e vejo os meus dedos ficando enrugados. Panamericano na noite de domingo. Olho para a minha barriga e para as minhas pernas. Mergulho novamente e coloco apenas os joelhos para fora d’água, duas ilhas que se formam e, depois, meus peitos, e vai surgindo um verdadeiro arquipélago Depois tento prender a respiração e afundo. Solto bolhas de ar. Empurro meu corpo em todas as direções, é um maremoto, o patinho de borracha quase não escapa às ondas gigantescas que se formam, derramando a água para fora da banheira. Acaricio uma cicatriz que se formou na minha coxa. Penso em ligar a hidromassagem em busca de um pouco de safadeza. Desisto. Posso ser Ester Williams, ou então brincar de abertura do Fantástico, de sereia, de sexo. Apenas começo a submergir e depois avanço em direção ao leste da banheira, preparando um ataque do monstro de léguas submarinas. E a minha vítima, uma indefesa esponja verde, bóia. Sem saber o que a aguarda.
:: Escrito por Jô Hallack às 10h08