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O homem que só tem amigo homem

Aí está uma boa maneira de avaliar se um cara é bacana ou não: ver se ele tem amigas mulheres. Homem que só tem amigo homem, desculpem, ainda é machista pra caramba. E isso, mais que irritar, é uma coisa que dói. Sim, eles podem disfarças, mas são misóginos.

O homem que só tem amigos homens ainda acha que a gente é uma coisa esquisita, assustadora. E, claro, só conseguem ser nossos amigos quando nos comem.

Homens legais, como os meus amigos mais queridos e os meus exs namorados (que deus os salvem), nos amam sem sexo, discutem política e até arriscam falar de futebol. E tentam nos explicar que existe uma tal Taça Brasil e um tal Campeonato Brasileirão. Ou fazem pouco da gente e respondem, como o amigo M, que a Libertadores é o maior campeonato das Américas (espera, isso eu sabia!).

Eles conversam com a gente sobre rock, vida, ou seja, qualquer coisa. Como se fossemos seres humanos normais. Ainda tem gente que acha que não somos? Sim, tem. E são os homens que não têm amigas mulheres! Aqueles que só falam com homem ou com namoradas dos amigos (existe coisa mais machista que tratar uma menina como “a mulher do cara”?). Ai, meu deus.E isso existe. Ali do lado. Ali no show de rock. Na Mercearia. Muito mais perto do que a gente pensa.

Outro dia um menino perguntou se eu tinha esses lances de feminismo. Respondi que sim. Claro que eu tenho. E quando vejo um homem que não tem amigas mulheres esse “lance” aumenta um pouquinho. Mas não tem problema. É só ter um pouco de pena deles (os que não agüentam o tranco da nossa amizade). Deve ser chata a vida só entre homens, não?

PS. O mesmo vale para meninas que só têm amigas meninas. É uma vida triste. Nada como brothers bofes para melhorarem nossas vidas perigosas. 

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h17

A mulher e o passado

- Onde você estava naquela noite de 1997?

- Por que você não ligou depois daquele dia há dois anos atrás?

- O que você estava pensando depois daquele dia em que a gente se encontrou depois daquela balada em 1980?

- Por que você me tratou mal no verão de 2002?

Mulheres sempre querem discutir questões do passado. Mesmo que tenham muito tempo, e mesmo que elas nem liguem muito para a resposta. Mas elas querem saber, discutir, debater, esmiuçar em detalhes.

Pra que? Sei lá pra que. É uma coisa maior, uma vontade de registrar tudo, saber exatamente como foi, o que a pessoa estava pensando naquele exato momento. Mesmo que a própria não soubesse. Ou já tenha esquecido.

E o pior sempre é a resposta:

- Eu não me lembro! E nunca te tratei mal! Você é louca!

:: Escrito por raq affonso às 18h19

A terceirização do amor

A teoria é de um amigo. Nada como não depositar tudo em cima de uma pessoa só. O bom mesmo é terceirizar o amor e ter vários prestadores de serviço que funcionem em áreas distintas de sua vida. Um é aquele com quem a conversa é a melhor do mundo (o que completa as suas frases), outro é aquele com quem você dorme abraçado (e não necessariamente transa) e tem aquele que é o com quem você transa (e não necessariamente dorme abraçado). "Pedir tudo para alguém, coitado, é colocar muita responsabilidade no ombro da pessoa", concorda outro amigo.

Faz sentido. E tenho, sim, alguns serviços terceirizados (é só modo de falar, não, eu não trato seres humanos que eu amo de maneira fria). Mas será que funciona na prática? Tem dias que sim, tem dias que não. Porque é só a gente cruzar com alguém incrivelmente fofo para pensar em deixar de terceirizar. Contratar. E ainda dar carteira assinada, décimo terceiro e férias. Fora o serviço médico, claro.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h34