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O dia da mulher é uma chatice!

Sim, é chato. Passamos o dia recebendo correntes sobre o tema, que falam coisas "bonitas" sobre o fato de ser mulher. Também ganhamos flores (uma rosa vermelha, em geral) em restaurantes e firmas. Da onde tiraram essa idéia de que a gente gosta de ganhar UMA FLOR dada sem amor, heim? E ainda temos que ouvir, de passantes, coisas como "feliz dia da mulher!". Sono.

Ok. O 02 Neuronio não tem nada contra discussões feministas sérias. Muito pelo contrário. Achamos que muitas delas são realmente importantes. A gente ver mulheres gostosas anunciando cerveja em "bares da boa" da vida é indigente! Ver um monte de garota se matando pra ficar magra também é. E pensar que, muitas vezes, a gente cai no jogo (e se acha feia, gorda etc só porque um idiota _que não se acha gordo nem feio_ nos rejeitou é o fim da picada).

Poderíamos ficar horas aqui falando sobre absurdos que encaramos todos os dias. A lista é gigante. Outro dia um amigo (gay) veio me falar que mulher não é amiga de mulher. Esses mitos ainda existem. E isso é péssimo. Também achamos que o aborto precisa ser legalizado etc etc etc.

Mas nào precisamos das suas flores falsas nem das correntes sobre "a beleza interior" feminina. Isso só irrita. É sério. E se mulher precisa de "dia" é porque tudo ainda está errado. E lembrar disso nos deixa ainda mais.... tristes. E de mau-humor.

(Por Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 13h00
Minha amiga, a secretária
Pela porta de vidro, a secretaria da Siderúrgica Ibiraçu me dá olá.
E eu, dou olá também. Como se ela fosse minha amiga. Uma tia. A professora do pré-primário. Uma mulher que sabe das coisas. Dou olá e toco o interfone do outro lado do corredor e, então, a porta se abre e eu desapareço.

Toda semana é assim. Depois, a porta se abre de novo e eu saio. A secretária da Siderúrgica Ibiraçu fala ao telefone, anotando um recado para o Seu Siderúrgico. Mesmo assim, ela levanta os olhos e me cumprimenta. Me abre um sorriso. Me dá um adeus. Um fique forte. Um deixa estar.

A secretária da Siderúrgica Ibiraçu senhora gorda, deve ter uns sessenta, está sempre ali, para mim, e para todas as minhas dores.Quando eu espero, atordoada, a porta se abrir, ela - atrás de sua mesa - apenas me dá um sorriso de apoio. Quando eu saio descabelada e com os olhos mareados pré-tsunami, ela é a única testemunha antes que eu coloque os óculos escuros gigantes para fingir que nada acontece.

- É, minha filha, a vida é mesmo difícil assim – parece dizer a secretária da Siderúrgica Ibiraçu, tintura 35 louro, um sobrinho, moradora de Maria da Graça, espanhol fluente que aprendeu com o ex-namorado Ramón, ah, aquele maldito que quebrou seu coração. Isso.Ou qualquer outra biografia que eu invente para ela.

Enquanto ela inventa a minha, no vácuo do escritório. A minha e de todos os outros doidos que freqüentam consultório do analista que fica bem em frente ao seu serviço.
:: Escrito por Jô Hallack às 10h13

De salto alto (em casa)

“Que barulho de salto é esse? Tá com bofe novo?” A pergunta veio de um amigo hetero por telefone (claro, só um macho ouviria som de andar com salto alto pelo telefone!). “Que bofe, não tem bofe nenhum aqui e eu nem vou sair de casa”. E expliquei para ele que nós, mulheres, somos maravilhosamente loucas.

Era um domingo. E depois de voltar de uma tarde de compras, decidi experimentar a bermuda sexy, mas que me deixa com a perna curta, com todos os meus sapatos de salto. Na hora em que o telefone tocou, eu andava pela minha própria casa, de onde só sairia no dia seguinte e só abriria a porta para o homem do dellivery (para quem eu não daria, porque a vida não é Sex and The City) com um sapato de salto meio fetichista, com um laço vermelho na frente. E foi, assim, vestida para matar, que vii Big Brother e comi uma baked potato do América. O domingo pode ser entediante, mas nada que faça cair do salto. E ainda deu para aplicar um discursinho feminista no amigo: “Você acha que eu uso salto alto só para agradar homem, eu não”.

E ainda tem um sutiã lilás, absurdo, que veio na mesma sacola. Será que coloco amanhã para ver novela?

Garotos, a gente até se veste para vocês. Mas tem vezes que é para a gente mesmo. Eu juro. E o hábito vem desde quando brincávamos de boneca de papel. O bom de crescer é que temos mais modelos e podemos brincar de boneca de papel com a gente mesma. E nem precisamos tomar cuidado para não amassar aquelas roupinhas frágeis...

:: Escrito por 02 Neurônio às 01h02

Xixi

Você nunca pensou muito sobre o xixi. Até ir numa reunião no colégio do seu filho e eles avisarem que as crianças teriam que tirar as fraldas. E que no começo das aulas, todos deveriam estar sem fraldas.

Pânico na mãe!

Afinal, você nunca pensou muito sobre como tirar a fralda do seu filho. Sei lá, você pensou que um dia o médico ia falar: tira a fralda. E ele ia começar a fazer xixi na privada.

Logicamente não era assim.

Primeiro, a criança começa a odiar o penico. Tacar longe. Usar de chapéu. Menos sentar nele. Daí você compra um treco pra botar em cima da privada, tipo um mini-assento. Um dia o assento sai do lugar, ele quase cai dentro da privada e fica com trauma. E chega também o ódio a cueca, que significa não ter a fralda.

E você só ou ouvindo que os filhos das suas amigas já fazem xixi sozinhos, e coisa e tal, nunca molharam a cama...

E seu filho só molhando a cama.

Até que um dia passa. Ele começa a gostar do penico. Pede pra fazer xixi. E alguns dias dá tudo errado e ele calcula mal o tempo. E molha tudo.

O pior: ainda tem a chupeta e a mamadeira pra pessoinha largar!

:: Escrito por raq affonso às 21h33