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Passei manteiga no pão que o diabo amassou. E, como se não bastasse, ainda devorei migalha por migalha como se aquilo fosse uma iguaria deliciosa. Depois de comer o pão amassado pelo capeta, decidi comer outras coisas mais saudáveis. Mas basta dar um telefonema do bem para sentir de novo o gosto amargo do pão assado na fornalha do inferno na boca.

Cuspi tudo. Telefonemas para ex-namorados, mesmo quando bem intencionados, podem ser uma armadilha dos infernos.  Afinal, o inferno está cheio de boas intenções. (Nina Lemos)

 

 

 

 

 

:: Escrito por 02 Neurônio às 21h41
Enquanto isso, no reino dos pesadelos

Ela descobre que também existem sonhos. No sonho, o Wander canta se rasgando "la canción inesperada, meu amor inesperado". Ela e os amigos paralizados pela beleza do momento. Cigarros emocionados. "Não é preiciso dormir para ter pesadelos", diz a analista. Sim, é verdade. Foram muitos os pesadelos nos últimos meses. Pesadelos semana passada, com ela bem acordada. Cigarros nervosos.

Talvez seja uma mistura de inferno astral com descobertas existenciais irreversíveis. No pesadelo, ela vai ficar louca. No sonho, caminha para mudanças profundas e boas. "La Canción inesperada. Meu amor inesperado". Os pesadelos reais ficam tão frequentes que ela passa a rir deles, como uma criança que tem ataque de riso para espantar um monstro.

No mundo dos sonhos o cantor grita: "meu amor inesperado". E ela e os amigos sentem uma súbita saudades do comandante Leonel Brizola e acham que ele seria feliz se estivesse vivo e ali naquele show. Não, não é preciso dormir para sonhar. "Viva o Brizola!", ela grita. E está bem acordada.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 11h01
O rock nos faliu

Quando éramos adolescentes, frequentávamos shows de rock. Ìamos inclusive para outras cidades, cidades grandes como São Paulo, atrás de grandes bandas, como Toy Dolls e Slayer. Nós morávamos no Rio e esses shows também aconteciam lá. Mas o legal era obrigar sua mãe a te dar uma autorização do Juizado de Menores, pegar um ônibus, descer na rodoviária, penar por uma cidade desconhecida, ver o show e depois voltar. Direto.

E agora pensamos: nunca conseguiríamos fazer isso agora! Primeiro, porque o Toy Dolls e o Slayer não valem mais nossa ida a um show. Segundo, porque os preços dos ingressos para show gringos estão pela hora da morte! Quem se atreveu a pensar em ir nos últimos grandes eventos que têm rolado pelo Rio e São Paulo, teve que desembolsar uma espécie de fortuna. Cardigans e Gang of Four– R$100,00; Franz Ferdinand, Art Brut e Radio Four – R$120,00; Daft Punk – R$150,00; Yeah, Yeah, Yeahs – R$120,00; Beastie Boys – R$120,00; New Order – R$120,00. Total: R$730,00!!!!!!!

O rock nos faliu! Como não temos carteirinha de estudante, pagamos inteira. E o pior: metade dos shows não vale tudo isso. Bons tempos de Circo Voador de graça.

:: Escrito por raq affonso às 21h43
Assim caminha a humanidade (“que aqui é de Osasco”)
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
- E agora, o que fazemos com isso?
- Ateamos fogo às vestes.
- Será?
- Sim. Juntos, no centro da cidade. Vai sair até no jornal. Com uma manchete linda. “Amor em chamas”.
- É romântico. Mas eu tinha pensando em algo que não envolvesse queimaduras de terceiro grau.
- O que você queria? Que eu te comprasse um bonequinho na rodoviária destes que ficam segurando uma plaquinha escrita “eu te amo” ?
- Não. Claro que não. É só que....
- Ou a gente ateia fogo às vestes ou eu te compro um bonequinho da rodoviária.
- Não pode ser outra coisa?
- Tipo o que? A gente ir no cinema e eu te comprar pipoca. Depois você vai no banheiro e eu fico segurando a sua bolsa do lado de fora. E quando eu me der conta, já estou na rodoviária atrás de um bonequinho escrito “eu te amo”.
- Mas foi você que disse que ia me amar para o resto da vida.
- E vou. Por isso mesmo. Melhor atear fogo às vestes logo do que arriscar o nosso amor a se transformar em algo menor, como um boneq...
- Porra, eu não quero essa merda de bonequinho de rodoviária. Só quero que você não estrague tudo de vez em quando.
- Ah, não fica assim com raiva. Você sabe que eu vou te amar a vida in....
- Prefere fósforo ou isqueiro?

:: Escrito por Jô Hallack às 11h26
O tempo passa

Há dois anos a vida se tornava mais complicada. Chegava um bebê sem manual de instrução, sem chá de bebê e sem curso para mães. Seis meses depois, a vida se tornava mais complicada ainda quando a mãe do bebê viu que teria que cuidar dele sozinho (obrigado senhor, por me dar a alzira!).

E daí o tempo passa. E você percebe como a vida ficou simples. Complicada, mas muiiiito simples.

- Com amigos queridos dando presentes fofos pra ele, como cds com músicas meio chatas; dvds fofos. Coleção de livrinhos. Chupeta do Nemo. Camisa fashion da Zara e tênis incrível camuflado. E também um bicho irritante que fala quando você aperta a barriga.

- Como é ótimo passar o sábado à noite vendo um filme da Sophia Loren com o Marcelo Mastroiani com os dois homens mais fofos do Brasil. Um que ainda não mede um metro e outro que tem bem mais de 1.80. E um gato chamado Erasmo.

- Que é ótimo ir à praia e ficar cavando um buraco pra virar piscina e ver a água entrar. Enquanto seus amigos correm atrás do bebê, que quer entrar no mar correndo.

- O quanto é legal acordar segunda cedo pra preparar as lembranças da festa de dois anos no colégio, com brindes vindos direto de Buenos Aires.

- E que vale a pena tornar tudo muito complicado pra ficar tudo simples e incrível depois.

:: Escrito por raq affonso às 08h23