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Telefoninho

Vou ligar para ele.
Mas é que tá no meio do jogo.
Mas ele não torce para este time.
Mas é que é a final da Libertadores.
E ele adora futebol.
Foi até na pelada.
Por isso que eu não liguei antes.
Melhor esperar pelo intervalo.
Chegou o intervalo.
Mas é que eu tava no telefone contando para ela que....
"Tenho um babado"
"Jura? Qual?"
"Não conta para ninguém"
"Tá, não conto. Juro".
Ish que acabou o intervalo e eu não liguei.
Vou ligar.
Vai que ele não tá nem vendo o jogo.
Vai que tá.
E vai responder "a-ha. a-ha".
"Tô atrapalhando você ver o jogo?"
"Tá não nega"
"Sabia que hoje eu fui atropelada por sete ratos gigantes na rua."
"Ah foi? A-ha. Que bom linda."
Melhor não.

Mas será que eu ligo?
Afinal, o jogo já tá definido. Ou não?
Não. Porque agora empatou.
O jogo vai pegar fogo.
O homem de cabelão já até levou cartão.
Vão dar chutes, socos, pontapés, tapas e garrafadas.
Mas nem é o time dele.
Será que eu ligo?
E se é empate ganha quem?
Será que eu ligo?
Porque tem uma pessoa na arquibancada segurando um cartaz "Japão aí vamos nós?"
Fim do segundo tempo.
Os de vermelho comemoram.

Será que tá tarde para ligar?
Mas e se... ele for do tipo que dorme bem cedinho?

:: Escrito por Jô Hallack às 23h03

A falta da palmada educativa e os relacionamentos contemporâneos

 

As palmadas educativas sempre foram usadas pelos pais. Quer dizer, alguns preferiam os beliscões educativos. Nós também já ouvimos falar da surra com “espada de São Jorge” educativa.

         Mas isso tudo é passado. Beeem passado. Tipo coisa do tempo das nossas avós. Afinal, nascemos com a educação construtivista e o livro do Dr. Delamare. E nunca levamos umas boas palmadas. No máximo, um discreto beslicão.

         E ok. Crescemos, tivemos relacionamentos e algumas de nós até procriaram (e vão poder dar palmadas educativas). Já os meninos.....

         Tiveram seqüelas emocionais por falta das palmadas educativas. A falta de limite na infância acabou gerando uma dificuldade nos relacionamentos da fase adulta. Parece até papo de psicanalista, mas não é. São apenas os fatos.

         Sabe aquele seu pretê que te trata meio mal? E você trata ele super bem? Mesmo sem ele merecer? Daí você se enche e resolve dar patadas. E o comportamento dele começa a mudar. Você então começa a tratar ele mega mal.

         E ele apaixona. Por que? Por que?! O que fez essa mudança de comportamento? E aí a teoria se comprova. A falta de palmadas na tenra infância faz com que os homens queiram mulheres que os tratem mal. Bem mal. Talvez até lhes dê algumas palmadas.

         E aí você pensa: tenho mais o que fazer do que dar palmadas emocionais educativas! E vai atrás dos pretês levados, aqueles que corriam das “espadas de São Jorge” educativas.

:: Escrito por raq affonso às 22h45
Só um dia de sol

Acabo de ler no blog amigo Carapuceiro o desabafo de Clarah e Xico (dois hermanos) sobre o tédio e a melancolia do domingo. E eu pensei: pela primeira vez em meses tive um domingo feliz. Como pode? Não teve sexo, não teve aumento de grana, não teve nenhum acontecimento incrível e emocionante.

Foi só um dia de sol, na praia de Ipanema, com um melhor amigo e o filho dele. Sol no Rio com alguém que a gente ame e Zoloft (porque sem um antidepressivo a gente nem sempre segura esse rojão). Essa é a receita, queridos.

(Nina Lemos)

:: Escrito por 02 Neurônio às 22h35