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Depois da viagem do astronauta brasileiro, o mundo espacial ficou super hype. Por isso, o último berro da moda é o travesseiro na Nasa.  É uma espécie de travesseiro que é ótimo para os astronautas, pois ele se molda de acordo com a sua cabeça dando conforto ao viajante interplanetário. Na verdade, tem uma explicação melhor, mas eu esqueci. O travesseiro da Nasa também é vendido em lojas comuns, tipo “Colchões Brasil – a alegria do seu sono”. Custa uma grana, mas você pode brincar de Astronauta Marcos. E se participar de uma guerra de travesseiros, provavelmente irá impressionar o inimigo. Sem falar que dá para parcelar, claro! A gente adora comprar qualquer coisa que parcele, pelo simples prazer de dividir em dez vezes sem juros. Por isso adoramos aqueles relacionamentos cheios de vais-e-voltas, em que você leva um chute em oito prestações!


Tirando estes dois motivos estúpidos para comprar um travesseiro de mais de cem reais (e olha que estamos falando do genérico), ele é um ótimo item para quem tem problemas de coluna. Sua avó ou avô octagenários vão fazer aniversário? Com certeza é uma boa sugestão. Também é bom para quem tem que ficar muito tempo na cama: doentes, moribundos, presos, prostitutas, deprimidos e quem tem torcicolo com freqüência.

 

Como vocês sabem, estou fingindo cinicamente que quero me enterrar viva junto com os maravilhosos DVDs área 1 da JotaVídeo e do jogo de números Sudoku. Por isso, quando a minha mãe me ligou dizendo que iria comprar um travesseiro da Nasa para mim - que ele tinha encontrado em promoção (e, vocês sabem, nada dá mais felicidade a uma mulher do que encontrar qualquer coisa em promoção) entrei em pânico. Afinal, não me encaixo em nenhuma daquelas categorias! Não sou terceira idade (ainda), doente, moribunda (há controvérsias)  e, infelizmente, não tenho passado tanto tempo na cama fazendo sexo a ponto de ser encaixada na categoria prostituta. Por isso, pensar que, por algum momento, eu fui vista como público alvo de um travesseiro da Nasa, foi um péssimo jeito de começar o dia.


Alguém não quer me ligar para perguntar seu eu não tô precisando de outra coisa? Drogas pesadas? Um chicote?

:: Escrito por Jô Hallack às 19h12

Eu tenho o Kleber

Eu estou solteira. Sem namorado. E sem pretensão de arranjar um, por hora. Afinal, eu já tenho o Kleber.

O Kleber trabalha no estacionamento que eu guardo o meu carro. Ele é casado e tem um filho. E apesar de não termos qualquer contato físico/emocional, Kleber cumpre uma grande função de namorado atualmente na minha vida! E eu estou achando ótimo!

Ele me ajuda a carregar as compras do supermercado quando eu chego carregada; ele me ajuda a botar o Felix na cadeirinha e arrumar as coisas no carro; e principalmente: ele resolve meus problemas automobilísticos!

Sim, ele levou meu carro umas 3 vezes ao borracheiro recentemente para arrumar um grave problema no pneu. E ainda levou o carro pra lavar! Ou seja: ele é o meu personal consertador de carro!

E tudo que eu tenho que dar em troca são generosas gorjetas. E pequenos presentes para o filho fofo dele.

Pra que eu preciso de um namorado?! Sexo? Dormir junto abraçado? Companhia no almoço de domingo? Besteira!

 

PS: gente, o que é esse programa "Irritando Fernanda Young"?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!?!?!!?!?!?!!!!?!?!?!?!!

:: Escrito por raq affonso às 23h14

Eles te dão a mão só pra empurrar!

Por Nina Lemos

O que você faz quando vê uma moça na rua prestes a desmaiar? O que você faz quando ela te pede ajuda para não cair estirada no chão? Ajuda, espero. Bem, não foi o que aconteceu comigo na segunda-feira desta semana mesmo. Rio de Janeiro. A pressão caiu. Vi um borrão que identifiquei como duas moças na rua. "Tô passando mal. Vocês podem me ajudar?" Sabe o que uma delas fez? Deu um pulo e meio que me empurrou.

Eu poderia ser uma assaltante. Eu poderia ser uma golpista. Ou eu poderia ser apenas o que era naquela hora: um ser humano com problemas. E gente assusta esse povo narcisista nojento (desculpa, mas é isso mesmo) que esqueceu de olhar para o lado.

Tá. A amiga da monstra teve compaixão e elas me ajudaram a caminhar um quarteirão até a casa onde eu seria socorrida. Eu não conseguia andar. É sério. E pedi a mão. Sabe o que a moça má fez? Negou!

Lembram do Cólera? "Eles te dão a mão só pra empurrar".

Isso tudo aconteceu comigo, que sou branca e ainda carregava uma bolsa puma rosa na mão e um celular caro na outra. E se eu fosse negra? E se eu fosse pobre? E se eu fosse negra e pobre? Sim, eu estaria caída no meio da rua.

Pior que passar mal é ver pra onde caminha a humanidade. Mas, bem, se eu passar a achar que a rua é um lugar perigoso onde, se passar mal, serei empurrada como se estivesse num clipe do Cólera, nunca mais vou sair de casa.

Prefiro continuar crendo em Saltimbancos. "Ao meu lado há um amigo que é preciso proteger".

 Ah, eu passei mal porque experimentei vários casacos incríveis em um brechó num dia de muito calor. Sou a verdadeira vítima da moda.

Mas isso é problema meu. O que importa é que me deram a mão. Só pra empurrar.

:: Escrito por 02 Neurônio às 18h54
O Orkut com bina e o fim do mundo

Por Nina Lemos

A notícia veio por e-mail na sexta feira ainda de forma confusa. Um amigo tentava explicar, histericamente e por MSN, que o Orkut agora tem bina. Achamos que ele estava louco. Gargalhadas no telefone. E era verdade. Primeiro, fiquei histérica pensando em quem eu poderia ter bisbilhotado de forma ridícula. Essa pessoa, que eu nem conheço, provavelmente, saberia que eu sou louca. Tentei fazer uma árvore genealógica da minha loucura. Em vão. Qualquer pessoa poderia ter sido alvo dessa louca.

Depois... bem, eu comecei a ver quem tinha me bisbilhotado, não é? E, choque, eu odiei ver aquilo. Me senti invadida (como se eu não soubesse que era assim). "O que essa menina quer saber de mim?" "O que as pessoas acham que estou fazendo?".

Me senti dentro do Big Brother, como se a minha vida não fosse mesmo um pouco assim.

Mas, ei, o que vocês enxergam é só 0.001%, saibam disso... Depois pirei. Fiquei na dúvida entre narcisismo (saber quem me viu) e voyerismo (ver os outros). Deixo a bina ativada ou desativada.

Desativei. Não me sinto mais invadida. E posso invadir à vontade.

O mundo já era.

:: Escrito por 02 Neurônio às 20h48