O máximo que acontecia na minha época da faculdade, eram alunos fumarem maconha nos Centros Acadêmicos. Ou beberem de dia no trailer da frente.
Nas últimas semanas, vimos uma das atitudes mais fascistas numa universidade: uma menina quase foi linchada por 700 "estudantes", porque estava de vestido curto.
E o pior: os estudantes fizeram um protesto, porque segundo eles, esse incidente vai denegrir a imagem da faculdade e dos estudantes. Ou seja, os estudantes da UNIBAN acham que podem acabar com a vida da estudante. Mas não podem passar por fascistas.
Um outro incidente aconteceu na mesma faculdade. Uma outra estudante foi espancada porque não quis participar de uma manifestação.
Na Califórnia, uma menina foi estuprada por 15 caras, numa festa da faculdade. Várias pessoas viram e não fizeram nada.
Medo. Pânico e terror.
Se os nossos doutores, engenheiros, jornalistas e médicos forem esses universitários....estamos perdidas.
É hoje. Depois de 15 anos, chega ao fim o ER. A série de tv com mais prêmios Emmys, segundo a chamada da Warner. A série de tv que mais gente morreu, vários coadjuvantes ficaram famosos e muitos fãs (como eu) vão ficar muitos tristes.
Afinal, como vamos ficar sem ter o Dr. Carter, a Abby e o Dr. Croata?! Mesmo com tantas séries médicas em todos os canais - de ficção a carniceria - quem é fã mesmo de ER, não vê outra coisa. Há muitos anos.
Sim, ficar apegado a uma série médica é uma coisa meio patética. Você inclusive se sente meio paramédica. Quando alguém tem um troço no trabalho, você se lembra dos procedimentos médicos e ajuda a acudir. O que é inclusive muito arriscado, dependendo do troço em si. Mas depois de ter visto mais de 100 episódios do dia a dia do County Hospital, você se sente um deles.
Podia ser pior. Você podia ser apegada a série de vampiro.
Estou muito chateada porque você não está bem de saúde. Eu também já desmaiei no trabalho e sei o quanto isso é horrível. Tudo bem, não foi na frente de uma multidão. Foi durante uma entrevista com a Danuza Leão e o Xico Sá estava junto e me ajudou, mas mesmo assim foi horrível. Tudo rodava e tudo ficou preto.
Agora, o que realmente me preocupa, é que você andou remarcando shows. Morrissey! É sério! Você não pode ficar seriamente doente. Eu sou sua fã desde os 16 anos e inclusive virei vegetariana por sua causa. Eu juro! Depois de ouvir “Meat is Murder” nunca mais comi carne. Eu sei que ter fã é horrível. Mas não fique chateado com essa cartinha. Saiba, apenas, que nós, do 02 Neurônio, desejamos o seu pronto reestabelecimento.
Escuta, Morrissey! É sério! Você não pode ficar doente ao ponto de parar de fazer shows e produzir. Já estamos aqui, imaginando coisas, pensando que você pode morrer. Ta, sabemos que todo mundo vai morrer. Mas não queremos que você morra agora. Não antes de fazer mais discos. Não antes de fazer outros shows no Brasil. Morrissey. Eu preciso de você cantando que é o último dos playboys vivos, preciso de você pedindo pra ser beijado. Preciso ver você gritando na cara de fãs como eu que a gente nunca vai ser seu amigo.
De vez em quando ela vem, acabando comigo, me puxando, me sugando, me destruindo, mas eu olho para ela e digo, você não vê que eu não percebo você, vai embora, e ela de novo vem no meu ouvido e diz: você não percebe nem você, quem é você? Ai o alçapão abre.
( ) Você é um(a) mala na vida real, seu blog é mala, seu twitter é mala, seu facebook é mala. ( ) Você é um(a) mala na vida real mas , rapaz, no virtual você parece incrível! ( )Você diz que gosta de expressionismo alemão na vida real mas no seu facebook você curte quem diz que “saúda o pôr do sol” . ( )Você não sabe escrever português na vida real e no twitter, no facebook, no fotolog, no caralho a quatro você continua não sabendo escrever. Mas todos juram que na internet as pessoas são toda assim. Digo, analfabetas. ( ) Você faz tererê na praia mas no twitter você coloca pensamentos do Kafka. ( ) Você cita Adorno depois de trepar mas no seu “face” (isso mesmo, você chama o Facebook por um apelidinho carinhoso) tem uma foto carregada de um móvel que denuncia: no último final de semana você estava numa micareta. ( ) Você faz o depressivo(a) alugando a humanidade mas a sua frase do dia é “I can see clearly now the rain is gone. Here's the rainbow I've been praying for!’. E você não esta tomando Prozac. Ou ácido. ( ) Você não vive. Posta. (X) Ontem você foi no Orkut
Estou presa a um telefone. Por favor, aguardo resgate. Alguém me tira daqui. Alguém puxe com força esse aparelho que está colado às minhas mãos e o atire pela janela. Estou deitada na cama, indo dormir. Mas continuo presa a um telefone.
Em um clique estou no MSN. Em outro no Facebook. Vou parar de ler livros e passar a vida inteira lendo bobagens na Internet. Ficarei burra. E, claro, nunca mais escreverei livro algum. Passarei o resto dos meus dias apertando botões do meu telefone e indo do MSN para o Facebook e do Facebook para o Twitter. Alguém tira agora esse telefone da minha mão.
Estabelecerei relações platônicas. Nunca mais farei sexo real. Deixarei de ver os meus amigos e abandonarei os tradicionais jantares no Sujinho na “nossa” mesa. Sim, ainda irei à praia no Arpoador, mas serei uma daquelas pessoas que ficam na areia agarradas a um telefone contando que está na praia. Quando inventarem um telefone à prova de água, comprarei um.
Eu não nasci para isso e não quero esse futuro. Então, por favor, alguém venha aqui agora. E tire esse telefone que está colado às minhas mãos. (Nina Lemos)
“Espero que você não me ache louca”. O sms para o ex-caso que virou amigo querido começava assim. E ele respondeu: “Mas eu NUNCA achei que você fosse louca”. Claro que não. Ele me conhece bem. Por que acharia isso? E, principalmente, porque eu pensei que isso passaria pela cabeça de um cara legal que me conhece bem?
A síndrome do “eu não sou louca” é, sim, uma das grandes loucuras femininas.
Porque, meu deus Freud, nós, meninas, estamos sempre explicando que não somos loucas? Essa conversa surgiu outro dia em uma reunião de pauta da Tpm. Todas, absolutamente todas as moças presentes confessaram que, vez ou outra, começavam uma conversa dizendo: “eu não sou louca.” A frase vale para tudo. Minha amiga R às vezes diz isso para o frentista: “olha, eu não sou louca, mas esqueci de trocar o óleo”. Quando esquecemos de mandar um mail de trabalho, respondemos: “eu não sou louca, mas não vi o seu e-mail”.
E quando o assunto é homem, bem, a síndrome do ENSL nos ataca ainda mais forte. Os homens podem ter as maiores atitudes malucas da face da terra. Mas, no fim, achamos (e tememos) que eles, mesmo agindo como loucos, achem que SOMOS LOUCAS. E saiam espalhando por aí: “Sabe a Nina do 02 Neurônio? Cara, ela é totalmente louca”.
Como qualquer ser humano, somos muitas vezes temperamentais, mal humoradas e chatas. E como diz meu amigo Tatá Aeroplano: “Às vezes surtamos mesmo”. Mas, definitivamente, não somos loucas. Somos apenas garotas legais. Na verdade, garotas geniais. Maravilhosas de tudo. E se você está lendo esse texto e achando que ele é um surto escrito por uma maluca, eu aviso, na verdade, eu imploro para que você acredite: “Eu não sou louca!” (Nina Lemos)
Pode ser qualquer uma. Musa do axé, porteira de boate, atriz de realityshow, comentarista econômica. Pode ser até uma mulher que o pai-de-santo jurou que era a reencarnação da Simone de Bevouir. Do Buda. Pode ser qualquer uma. É só a anestesia do parto passar para ela se encher de sinceridade e falar a frase mais clichê dos cromossomos XX.
"Eu nasci para ser mãe".
Eu eu? EU NASCI PARA BAILAR!
Danço bolero, danço samba, danço cha cha cha... Por que nasci, nasci para bailar.... Agora todo mundo gente! Por que nasci, nasci para bailar!
As jabuticabas voltaram. Lembro muito bem da última vez que eu comi jabuticabas, foi no ano passado, só que não era eu, ou melhor, era o eu que preferia ser e que já fui. Mas os passarinhos comeram as migalhas de pão que marcavam meu caminho de volta.
“Eu estava quase chorando de nervoso”. A frase é do presidente Luís Inácio da Silva, que mostrou ser como nós (ou a maioria de nós). Ele chora de nervoso. Que alívio para alguém que também quase chora de nervoso muitas vezes. Depois, o presidente foi lá e abriu o berreiro. Chorou de verdade. E mostrou que é um homem antigo e com classe, daqueles que andam com lenço no bolso. Para chorar.
Eu também choro. Quase todo dia. De alegria, de tristeza e de emoção. Sou passional como o Mr. President e posso, com certeza, falar frases do estilo: “se eu morrer hoje, já está bom”. Lembro que eu disse isso recentemente quando o amigo de uma banda me dedicou a minha música predileta de adolescência. Por que não diria isso se fosse presidente do Brasil e soubesse que o país ia sediar as Olimpíadas?
O choro do presidente Lula não foi forçado, não, como já estão dizendo por aí. Nem estratégico. Quem chora muito sabe que não é assim. Se eu choro no meio de uma conversa não é porque eu penso: “agora eu vou chorar e amolecer um coração”. Eu choro porque não controlo. As lágrimas vêm. Mas também sabemos engolir o choro, como o presidente disse que fez na hora do discurso. Seguramos a onda na hora de trabalhar. E depois choramos tudo depois.
Que bom a gente ter um presidente que chora. Que isso deixe os meninos mais à vontade para liberar suas lágrimas. E as meninas menos culpadas quando choram. Obrigado, Luís Inácio, por mais essa. Agora, você acaba de liberar o direito ao choro no país. Ah, conselho para o presidente: um par de óculos escuros. Ajuda. (Nina Lemos)
OK. Deu tudo errado. Não rolou. Por um tempo foi bom. Mas ACABOU. Normalmente, nesses casos, o jeito é brigar com a pessoa. Se convencer de que ele era um idiota completo. Mais fácil ainda se o indivíduo for um canalha. Aí é só falar uns absurdos para ele no telefone. Mandar tomar no cu. É feio. Mas costuma funcionar. Você esquece que aquela pessoa existe rapidinho. Claro, você chora algumas noites e fica se achando louca por ter dado um barraco telefônico. Mas funciona. E, vamos ser sinceros, tem vezes na vida em que só precisa FUNCIONAR. A fila tem que andar, porque aquilo deu errado, estava te fazendo mal. E, como diz uma linda canção do Jimmy Joe: “Quando eu penso em nós, eu me sinto muito mal, mas é bem melhor assim, sem você eu sei”.
Sim, você SABE. Está cansada de saber. É melhor sem ele. E pronto. Agora, se o cara for uma pessoa legal (e isso acontece o tempo todo), o que fazer? Como se livrar do de uma melancolia que bate às vezes quando a noite chega e você fica só consigo mesma? (Sim, vou citar vários gaúchos nesse texto).
Você pode fazer como ele e fingir que não existe nada de errado, que está tudo ótimo (na verdade, tudo péssimo, mas ele sempre achou que a vida é péssima, então, um péssimo a mais, um a menos, não faz diferença). Só que com você não é assim. A vida não é péssima, calma lá! Por isso você só quer tirar o peso e fazer a fila andar sem brigar. Tudo para que o seu mundinho volte a ser até bom (porque, repito, você não acha que ele é ruim e tem um imenso orgulho da própria vida). Você só quer esquecer a tristeza. Isso não devia ser fácil? Para esquecer que foi triste é preciso brigar e tratar o carinha mal? Como a gente volta a ficar alegre sem mandar tomar no cu? Heim?
Ter 38 anos é uma merda. Ter 18 anos de análise também. Ser madura e legal é horrível. Às vezes eu queria ter 25 de novo (e conheço gente de mais de 40 com essa cabeça de 20 e poucos) só para voltar a dar barraco.E a achar que qualquer homem com quem não rolasse era um monstro. Era mais simples assim... Mas, ah, não dá para voltar a ser assim. (Nina Lemos).
O gato Smokey saiu para passear lá na Austrália. No meio do caminho, encontrou um imbecil-monstro que atirou nele 13 vezes. Sim, ele tinha 13 perfurações causadas por um projétil. Só que o gato Smokey não morreu. Ele achou o caminho de casa e voltou sozinho, mesmo machucado.
Em geral os gatos sabem para onde devem voltar (e deve ser por isso que eu amo tanto esses bichos). E ele voltou para casa, andando, simples assim. Sabia que lá iam cuidar dele e que ia ficar tudo bem, Levou 13 tiros e não morreu. Vai ficar bom. O gato Smokey é o meu novo super-herói favorito. Eu te amo, Smokey! (Nina Lemos)
Novela, como todos sabem, é uma escravidão. Se você vair nas tramas de alguma delas....já era uma hora diária da sua noite. E uma prática nociva, pois você pode não ver nenhum capítulo, acompanhar só a última semana que dá na mesma.
Mas quando você se rende à novela, coisas estranhas acontecem com você, como ler o resumo na revista contigo; debater se fulana ou sicrana devem ser perdoadas; deixar de ir a eventos na semana final.
E aí, um dia, a novela acaba! E você sente uma espécie de libertação. Suas noites não tem mais esse suplício. Você não ficar mais com a música "você não vale nada mas eu gosto de você" na cabeça; Vai poder marcar eventos e não ficar culpada que perdeu um capítulo.
Mas só para ter o gostinho final, algumas questões que ficaram no ar depois do último capítulo:
- Até parece que você vai estar num restaurante e alguém vai te chamar pra trabalhar em Hollywood! Só porque viu vc editando num laptop?!
- O que aconteceu com a Ivone?
- Como a Maya apareceu toda arrumada em casa, se estava na beira do ganges toda acabada?
- Como o bebê Niraj ia embarcar pro Brasil, sem nenhum documento e sem os pais?
- Por que toda novela acaba com uma dança e um casamento?
Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder
Certa vez uma amiga, ao tomar um fora de um garoto depressivo, chorou tanto, mas tanto, que a conversa foi interrompida pela seguinte frase dita pelo menino: "queria te avisar que você está chorando por um olho só". Sim, a moça chorou de um tanto que entupiu seu canal lacrimal! Isso aconteceu faz muito tempo. Mas é piada até hoje.
Nós, os que choramos, sabemos que em algumas horas da vida o melhor é liberar as lágrimas, inclusive porque não temos a capacidade de contê-las. Se as lágrimas nos impedem de viver? Nãoooo. Acordamos chorando, tomamos banho chorando, tomamos café da manhã chorando, trabalhamos chorando, fazemos a unha chorando, lemos chorando. Não faltamos a nenhum compromisso de trabalho. Não. O problema é quando ele é de noite e não podemos usar nossos óculos escuros. Aí, o que fazemos? Um milagre! Conseguimos segurar as lágrimas e pensar em outra coisa. É legal chegar em casa e pensar: nossa, eu não choro faz quatro horas! Um recorde!
Se é bom chorar? Não, o ruim é ter motivos para chorar (como o meu pai me escreveu quando eu ainda era bebê, oferecendo o ombro e liberando meu choro pelo resto da vida). Mas acontece. Tem gente que não consegue chorar. Mas tem gente que não consegue fazer um monte de coisas. E outras que vão lá, encaram o amor, o riso quando é o caso. E o choro quando é o caso.
Sorte. Muita sorte nessas horas, é ter maravilhosos óculos escuros. Como meu novíssimo rayban Jackie O vermelho. Ele é enorme. Dá para chorar um monte embaixo deles. Tão grande que dá para deixar as lágrimas começarem a escorrer.