
Deus está morto A ciência está morta
O Fluminense não vai morrer jamais.
:: Escrito por Jô Hallack às 14h54


Ah, poder passar de ano
Há quanto tempo você não passa de ano? No meu caso, uns 15 anos. Pois bem. Aconteceu. Voltei a estudar. Inglês, no caso. E nesse dia frio de junho_ com um sentimento de regressão na boca (e uma pitada de melancolia)_ aviso que eu, 30 e muitos anos, passei de ano. Assim, no fim de junho. Claro, vocês sabem, depois que a gente cresce, não passa mais de ano. Os anos que passam.
Pois bem. Fiz a prova na segunda chamada, de tarde. Entrar em uma escola de tarde já fez eu me sentir regredida, mas fui em frente. Tudo isso misturado com uma gripe poderia me fazer chorar, mas não fez. Peguei um café na máquina, meu lápis e minha borracha (há quanto tempo eu não tinha uma borracha?) e sentei na sala rodeada por um menino de 11 anos e uma garota de uns 14. Fiz a prova. Achei bem fácil.
Sentei do lado de fora para esperar o resultado e, claro, eu não estava nervosa. Ou vai ver eu estava nervosa, mas não com o resultado da prova, e sim com as com coisas da vida: um trabalho importante que precisa ser concluído, um rapaz novo que apareceu, e aquelas coisas sem nome que a gente chama de angústia. Até que uma mãe chegou. Uma moça mais velha que eu e realmente nervosa. Com medo do filho não passar. Fiquei ali consolando a mãe e falando que os adolescentes são todos iguais (coisa que não acho, claro) só para me sentir adulta e inserida na sociedade do curso de inglês. "Você passou de ano?", ela me pergunta. "Você está nervosa?", ela pergunta. Explico que não, não estou com medo.
E foi então que percebi que em breve poderia passar de ano. Ou não.
O filho da moça nervosa saiu da sala junto com a professora, que caminhou em minha direção. Ela me disse: "olha, você foi muito bem na prova, apesar de ter faltado muito. Sua média ficou em 8.5." "Eu passei de ano!", me vi exclamando. A mãe nervosa não se conteve e me beijou. Juro. A desconhecida me deu um beijo no rosto. E o meu colega de 11 anos, que nunca tinha me visto na vida, me olhou admirado e disse: "uau". A regressão foi tão grande que liguei para a minha mãe contando que passei de ano e ganhei parabéns.
Voltei para casa. Lembrei que não passei de ano porra nenhuma. A sensação maravilhosa de passar de ano acaba quando a gente sai da escola. E isso não é exatamente ruim. Pelo menos eu não tenho uma mãe nervosa me esperando do lado de fora da prova. Ah, poder ficar feliz por passar de ano! (Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 00h01

Almoço indigesto
 Eu e Nina resolvemos almoçar num restaurante novo que abriu perto da casa dela. "É bem fofo, vamos lá!". Chegando lá, no Robin des Bois, em Pinheiros, sentamos numa mesa e a garçonete veio correndo dizer que a mesa era pra não-fumantes. "Ok, e onde é a de fumantes?", a gente pergunta. A garçonete aponta uma mesa a um metro e meio de distância. Estranho. "Uma Coca gelada", a gente pede. "Não trabalhamos com Coca gelada". Estranho. Na hora da sobremesa, perguntamos o que tem. "Pudim de leite, mas só pra você, que pediu o prato do dia", diz o garçom. Ahhhhhh?!?!?!?!?!? "Mas eu quero um pudim", diz Nina, que tinha pedido outro prato, inclusive mais caro do que o meu. "Não, você não pode comer pudim", argumenta o garçom. Amigos da mesa ao lado, que também ficaram interessados no pudim, acham tudo muito estranho e perguntam porque algumas pessoas não podem comer pudim. "Porque eu não teria como cobrar o pudim, imagina, cobrar R$10,00". "Cobre R$2,00, então", argumenta meu amigo. E o garçom insiste em continuar a discussão sobre o pedaço de pudim, quando a gente resolve pedir a conta, afinal não somos tão loucas por pudim assim. Depois encontro com meu amigo e ele me fala: "Quando você saíram, a garçonete foi falar mal de vocês! Falou que vocês eram ridículas e feias!". AHHHHH?!?!?!?!?!??!?! COMO ASSIM?! A gente vai num restaurante e a garçonete fala mal da gente pra mesa dos nossos amigos?! E não serve uma merreca de pudim?! E a gente ainda paga 10%? Evitem esse lugar. Passem longe desse pedaço da Capote Valente. E viva o La Tartine, esse sim, restaurante francês fofo.
:: Escrito por raq affonso às 22h43
Impulse Remix Blues
Um homem foi entregar um buquê de flores num escritório de dois deputados em Marília, em São Paulo. Era um roubo e o trezoitão estava malocado.
O mundo não é o mesmo. Se alguém que você nunca viu antes te oferecer flores... Isso é um assalto. Mãos ao alto!
:: Escrito por Jô Hallack às 13h13
O melhor modelo da temporada

Na temporada passada, alguns leitores disseram, com razão, que em toda semana de moda eu uso esse blog para reclamar. Vocês têm razão. Reclamação é uma coisa chata e narcisista. Então, dessa vez decidi escolher meu modelo predileto, que é essa burca do Marcelo Sommer, amigo desse coletivo anarquista há anos.
No meu mundo da fantasia eu teria uma igual a essa, quadriculada de rosa, e poderia andar escondida quando eu não quisesse ser vista por ninguém. Mesmo nos lugares onde vão meus conhecidos. Eu me esconderia dentro dela em dias fóbicos.
Sim, é horrível pensar que mulheres têm que usar burca em alguns países, eu sei. Mas eu _só às vezes_queria me esconder.
(Por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 00h26

Dia dos Namorados é cafona! Aproveite
Hoje é Dia dos Namorados, a data mais cafona do ano, depois do Natal. Se você é solteira, aproveite para falar mal desse dia e tirar sarro das suas amigas. Nada de ficar triste porque não tem um namorado, pois isso seria ainda mais cafona. Muito menos sair com um grupão de amigas pra falar mal dos homens e relacionamentos em geral, pois vocês podem correr o risco de ficar na fila de um bar ou restaurante cheio de casais.
Agora, se você está comprometida, aproveite! Se jogue na cafonice, porque não tem jeito de fugir disso. E se você passar batido da data, seu namorado pode ficar magoadinho, afinal homem que é homem não tem a menor idéia do que é cafona ou não.
- Saia para jantar fora e peça um vinho! E fique bem romântica durante todo o tempo.
- Compre um bicho de pelúcia ou um cartão bem breguelê. Compre coisas baratas, nunca parcele. Vai que o namoro acaba! Não dá pra ficar pagando prestação pra ex!
- Se você estiver com preguiça de sair, faça um fondue!
- Faça uma declação de amor.
- E a única coisa que realmente vale à pena disso tudo: faça sexo.
Uma mensagem para todos os casais nesse lindo dia: http://mtv.uol.com.br/mtvoverdrive/?name=DESTAQUES&id=33669
:: Escrito por raq affonso às 14h56

A vida não é Sex and the city
Devo dizer que não vi. Mas também preciso dizer que não gostei muito. E podem me chamar de mal humorada se quiserem. Mas tenham paciência. Tentem me entender, please.
Eu não aguento mais ouvir falar da Carrie, a estranha, e suas amigas. Sim, o seriado era legal. Mas ele causou um mal imenso para o mundo. Isso porque umas meninas (muitas, em toda parte um pouco endinheirada dele) começaram a achar que a vida é Sex and The City. E não, não é. A gente não mora em Nova York, a vida não é um mar de cosmopolitans, não temos tanto dinheiro para comprar tantas roupas e não fazemos tanto sexo.
Em outras palavras, a vida é bem legal e divertida, mas não é assim tão glamourosa. E isso é ótimo. O problema, repito, não é a Estranha em si. Mas as pessoas acharem que aquilo é um modelo de vida. Enquanto escrevo, elas, as meninas SaC, vagam por aí brincando de Sex and The City.
Tudo tinha acalmado com o fim do seriado. Mas agora a histeria pode voltar com o filme. Ai. As roupas que elas usam! E o vestido de casamento da Carrie com o yuppie patético que é o Mr. Big? Sono.
É só um filme. Eu sei. E apenas gostaria que todas as garotas pensassem nisso. Melhor desligar a TV_ ou o projetor de cinema_ e viver de verdade. Não é, não?
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 02h17

A amizade não tem sexo
“Você pode não tratar a fulana muito bem? É que a gente está com raiva dela. Depois te explico o motivo”. Não sei como esse amigo ainda me agüenta. Mas o fato é que ele riu, entendeu, disse que ia fazer o que eu pedi e respondeu:”ainda bem que você me avisou”.
E não era que a moça em questão tivesse me sacaneado, nada disso. Eu e minha amiga só achávamos naquela noite que ela não tinha sido muito legal com outra amiga nossa. Tudo isso para dizer que esse mito de que mulher não ama mulher é de uma babaquice imensa. Amamos. E é um amor enorme. E que ninguém se meta com as nossas queridas. A gente não vai brigar, claro que não. A gente é neo hippie. Mas vamos ajudar nossas amigas e sentir raiva de quem não foi bacana com elas. Exatamente como fazemos quando alguém não é legal com nossos amigos homens, gays, trans. Não, amizade não tem sexo.
A gente também não é mágoa de caboclo. Por isso, não alimentaremos essa raiva. Ficaremos atentas ao que vale nessa vida. Os novos e velhos amigos, os novos encontros, as músicas boas, as pistas de dança e as conversas. E claro, aproveitaremos o frio para tirar os casacos do armário e andar por aí com boas trilhas sonoras em nossos ouvidos.
PS.Ah, o título é uma homenagem a um filme antigo e lindo do Stephan Frears chamado "O amor não tem sexo". Ou seja, é questão de gênero, não do ato. Fazer sexo com amigos é uma coisa que rola, sim.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 14h47
O movimento contra falsos moicanos

Ficamos chocadas: acabamos de ler uma nota, dizendo que o Junior, da ex-dupla Sandy e Junior, acabou de fazer um moicano. Sim, um moicano!
Nós, que éramos fãs (e ainda somos) do punk rock, do punk 77, do The Clash, Sex Pistols, Cólera e Ratos de Porão, ficamos indignadas. Afinal, o moicano, além dos alfinetes nas roupas pretas, é um ícone desse movimento. E de coisas como rebeldia, e tudo mais. Inclusive, eu mesma já tive um meio moicano, e na parte raspada uma linda tatuagem tribal.
Por isso, achamos que apenas algumas pessoas têm direito a um moicano. Nós, fazíamos parte desse grupo, nos anos 80. E definitivamente, o Junior não faz parte desse grupo, nos anos 2000. Nem nenhum participante do Big Brother, nem integrante de banda EMO ou modelos/atores. E se essa moda continuar, vamos sair com máquinas de cortar cabelo pelas ruas das cidades, para formar uma gangue que raspa cabelos de moicanos fakes!
:: Escrito por raq affonso às 18h29

Os convidados especiais
Mais um pouquinho sobre elenco fixo e elenco convidado. Outro dia um amigo disse: "qual é mesmo o nome daquele menino que participou de dois episódios?" Eu não lembrava. E o amigo, que faz parte do elenco fixo, soltou: "na época em que ele se demitiu eu disse que logo a gente ia esquecer que ele existiu. Tá vendo, agora a gente não lembra nem o nome do menino."
Não lembramos mesmo. E não é um caso de grosseria nossa. Mesmo sem saber o nome do tal convidado, pensamos nele com carinho. E até tivemos vontade de chamá-lo para mais uma participação especial. Mas não seria o caso. Os produtores não pagariam a diária de novo. Ele foi só uma participação especial em dois episódios da temporada do ano passado. No mesmo dia, eles contrataram novos extras. E talvez um deles fique.
Mas não importa. No feriado, eles me brindaram com membros do elenco fixo com quem eu não encontrava faz tempo. Juntos, lembramos de episódios de temporadas exibidas dez anos atrás. "A gente ia a rave, lembra", diz o amigo O. E sim, eu posso esquecer o nome do convidado do ano passado. Mas jamais esquecerei da rava com o tal amigo. Faz dez anos. Pouco nos vimos nos últimos anos da série e claro que deixamos de ir a raves. Mas não importa. As coisas que vivemos com gente do elenco fixo a gente lembra. Mesmo dez anos depois.
(Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 00h08

Abduzidas pelo futebol (e não por causa dos homens)
Incrível! Inédito! Extraordinário! Esse blog foi tomado por espírito futebolístico! O mais maluco é que não foi por causa de homens (sim, os adoramos, e muitas vezes eles nos convencem a acompanhar a tal paixão nacional). Mas agora é diferente. Isso porque esse é um blog torcedor do Fluminense (quer dizer, a Raq é Flamengo, mas maioria é maioria). E estamos tomadas de orgulho pelo nosso time.
Os são-paulinos nos desculpem. A gente não entende nada de futebol e muito menos dessa coisa de ficar brigando por causa de times. Mas hoje o estranho aconteceu. Ouvi gritos na rua. Lembrei do jogo e liguei para a minha consultora esportiva predileta, que é a Jô.
_Foi gol de quem?
_Do Fluminense, mas não adianta. Existe uma regra doida que eu não entendo. Ele tem que ganhar de três a um. Não é... corta para a minha amiga checando a informação com o namorado.
Eu, agora, acho que a Jô entende super de futebol. Só saber que existe uma regra maluca já é muita coisa. E não entender a regra é melhor ainda. Prova de que ela não enlouqueceu.
Ou enlouquecemos as duas, já que depois trocamos telefonemas de alegria pela vitória de nosso time. E ainda combinamos de ver o próximo jogo no Maracanã. Seria bom se a gente se apaixonasse por futebol. Um passatempo a mais. Uma coisa que acharíamos importante e que não diria respeito aos nossos egos nem aos nossos probleminhas de estimação. Seria. Mas provavelmente não vai acontecer. Em todo caso: Meeeeeeeense!
PS. Não queremos ofender os outros torcedores (hahahaha. Eu chamei a gente de "torcedora").
(Por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 01h38

A resistência
Assaltaram a gramática Não vou poder mais usar a minha frase preferida e também todas frases preferidas que derivam dela. “Eu tive uma idéia” Ou então. “Eu tive uma idéia ótima” E ainda: “Acabo de ter uma idéia incrível”, “Você não sabe a idéia que eu tive” e “Tive a melhor idéia do mundo”. A nova revisão ortográfica acaba de ser implementada e a palavra idéia perdeu o acento. Tristeza. Contratei um grupo de carpideiras. Proponho uma greve geral. Uma atitude drástica. Sair correndo pelo centro com o corpo em chamas. É um ditongo aberto e por isso não precisa de acento, dizendo os lingüistas. Precisam, seus lingüistas, precisam sim. Ditongos abertos, escancarados, arreganhados, têm que ter acento. Inclusive, os lingüistas, ao invés de ficaram por aí com suas mão ligeiras surrupiando acentos, deveriam instituir que a palavra idéia deveria ter seguida sempre de um ponto de exclamação. E ser escrita sempre em caixa alta. Isso mesmo. A resistência foi declarada. TIVE UMA IDÉIA INCRÍVEL PARA TERMOS NOSSO ACENTO DE VOLTA!!!!!!!!!!!!
:: Escrito por Jô Hallack às 12h54

Como fazer uma festa punk

1- Antes de ir trabalhar, compre quatro caixas de cerveja. E carregue todas sozinha para casa. Isso significa, no caso, subir 3 lances de escada carregando pesos. Mesmo cansada, deixe as cervejas gelando. Umas malucas de Nova York uma vez lançaram a punk rock aeróbica, onde as pessoas, ao invés de pesos, erguiam tijolos. Claro, o importante é comprar cerveja para os amigos. Mas vai que você também fica mais forte.
2- Convide os melhores amigos do mundo no quesito baderna. Aquelas celebridades demo mesmo. E deixe de lado pessoas que podem perturbar a desordem ambiente fazendo coisas como: arrumar a casa, reclamar do excesso de cigarro e fumaça e tentar mexer no som para colocar uma musica eletronica mega hypada.
3- Compre 4 pacotes grandes de doritos e outras coisas nojentas e boas.
4- Cheque se existe café o suficiente na casa. Ele será feito a noite toda, aos baldes, por qualquer convidado.
5- Abra a porta para desconhecidos.
6- Claro, todas as regras de etiqueta devem e precisam se banidas. Sempre. E pronto. Três acordes. Basta.
(nina lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 00h24
A mulher robô
Ando pela rua e coisas apitam. Não, não são alarmes de carro. As coisas que apitam vêm de muito perto. Estão meio dentro de mim. Pelo o que eu saiba anda tudo bem com o meu coração e com a minha cabeça. Quer dizer, mais ou menos. Virei uma mulher que apita, praticamente um robô.
É o blackberry que está no casaco. Ou o computador ligado na outra bolsa? Ou o ipod que tá no bolso da calça jeans?Não sei. O que eu sei é que a menina cada dia mais neo hippie de alma anda pela rua apitando tal qual um robô. E tudo isso porque precisa trabalhar. E o computador da firma não funciona. Ela lembra da época da escola e conclui que a mochila que carrega na vida adulta é mais pesada. Os livros da escola não apitavam.
Mas a alma continua. Ela não é um robô. Assim espera. (Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 16h42
Trilha sonora para o fim de semana de frio

Para andar pela rua ouvindo no MP3 brincando de filme sugerimos a música "Pareço Moderno", do disco homônimo da banda Cérebro Eletrônico. Com certeza o seu dia vai ficar mais bonito se você vagar por aí escutando a música do Tatá Aeroplano, usando um casaco quentinho e tomando um café em um copo de plástico.
Trechinho da letra: "Gosto de cinema. Ponto. Vivo cheio de manias. Tenho uma certa pré-dislexia. Pareço moderno. Pareço um moderno a te procurar. Caio na balada, admito. Alimento meu espírito com litros de café e saio pra dançar."
Vá lá: www.myspace.com/cerebroeletronico.
E brinque de filme preto e branco no fim de semana. Vai ser ótimo. Eu sei.
(Por Nina Lemos)
:: Escrito por 02 Neurônio às 14h34
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